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Ted Danson em Um Espião Infiltrado

Foto: Reprodução/Netflix

Netflix

2ª temporada de Um Espião Infiltrado decepciona com reviravolta óbvia

Novos episódios chegaram dia 20 e não entraram no top 10 da Netflix

Paola Zanon, jornalista da Tangerina
Paola Zanon

A segunda temporada de Um Espião Infiltrado chegou na Netflix no último dia 20, com oito novos episódios e outro mistério para Charlie (Ted Danson) resolver. Mas o culpado era tão óbvio, que foi possível perceber já no segundo capítulo quem estava por trás do crime.

[Atenção: Contem spoilers da segunda temporada de Um Espião Infiltrado a seguir]

Nessa nova leva de episódios, Charlie e Julie (Lilah Richcreek) precisavam descobrir quem estava chantageando o diretor de uma universidade que teve seu notebook roubado; ele estava negociando uma doação com um bilionário, ex-aluno, de caráter duvidoso, então muitos alunos e professores consideravam aquele dinheiro sujo.

Logo no segundo capítulo, Charlie descreve o perfil de quem deve estar por trás da chantagem e do roubo: alguém apaixonado pela universidade, com acesso a áreas e documentos restritos. Então, ele e Julia começam investigando o corpo docente.

A dupla logo descobre que nenhum professor ou aluno gostava do diretor, além do fato de que ele iria receber uma porcentagem da doação. O mais grave, no entanto, era que o diretor e o bilionário estavam planejando a demissão de todo o corpo docente e o encerramento de diversos cursos das áreas sociais e humanas, além de acabar com o programa de ajuda de custo aos alunos com menos recurso financeiro.

Mas eles deixaram de investigar a pessoa mais óbvia: Holly (Jill Talley), a assistente do diretor que os contratou. Desde o primeiro contato, ela deixou transparecer seu amor pela universidade, além de ter acesso irrestrito à sala do diretor. Um dos professores até tentou assumir a culpa no lugar dela, mas Charlie percebeu que ela era a chantagista no último episódio.

Atuação de Danson e desfecho sensível salvam Um Espião Infiltrado

A narrativa da série leva o telespectador a apoiar o chantagista, independentemente de quem seja, já que os planos do diretor e do bilionário seriam prejudiciais à maioria de professores e alunos. Por isso, ao descobrir a verdade sobre Holly, Charlie decide não denunciá-la, afinal, ela estava gerindo muito bem a universidade após a saída do diretor.

Mas ele também não achou certo que o professor de literatura que assumiu a culpa em seu lugar ficasse sem fazer o que ama após a demissão. Charlie, então, volta à casa de repouso da primeira temporada, acompanhado do educador, e consegue para ele um cargo na biblioteca. O docente até inicia um grupo de leitura com os internos.

Outro ponto alto da série é a atuação de Ted Danson; ele abraça o personagem com muito entusiasmo e, apenas com expressões, permite ao telespectador saber exatamente o que Charlie está pensando —é nítido que ele fica ao lado dos alunos e professores mesmo sem dizer nada.

Além disso, ele mostrou uma ótima química com Mary Steenburgen, sua esposa na vida real e intérprete de Mona, interesse amoroso de Charlie. O desenvolvimento do relacionamento entre eles é muito bem feito, com sentimentos, incômodos, diálogos e reconciliações.

O erro da Netflix

Em sua primeira temporada, Um Espião Infiltrado chegou a figurar no top 10 da Netflix na mesma semana em que foi lançado, mas o mesmo não aconteceu este ano, não pela qualidade, mas sim por um erro da própria plataforma de streaming.

A estreia dos novos episódios aconteceu menos de uma semana antes da estreia da temporada final de Stranger Things —ela ainda nem aconteceu e a série já é a quarta mais assistida. Outras estreias também roubaram a cena, como The Witcher e Jurassic World. 20 de novembro foi um péssimo timing para a estreia da segunda temporada de Um Espião Infiltrado.

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QUEM FEZ
Paola Zanon, jornalista da Tangerina

Paola Zanon

Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news

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