(Foto: Divulgação/Paramount Pictures)
A química entre os personagens tornou a experiência mais envolvente do que a maioria dos blockbusters contemporâneos
Top Gun: Maverick (2022) não foi apenas um sucesso de bilheteria. O filme estrelado por Tom Cruise se transformou em um fenômeno cultural capaz de reunir diferentes gerações nas salas de cinema em um momento delicado para a indústria, que ainda tentava se recuperar dos impactos da pandemia.
Quatro anos depois, a sequência continua sendo vista como um dos maiores exemplos de como reviver uma franquia clássica sem depender apenas da nostalgia. Enquanto Hollywood segue apostando em continuações, reboots e universos compartilhados, poucos projetos conseguiram alcançar o mesmo equilíbrio entre respeito ao original e renovação da marca.
Os números ajudam a explicar esse status. Produzido com orçamento de pouco mais de US$ 170 milhões (R$ 854 milhões), Top Gun: Maverick arrecadou impressionantes US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) nas bilheterias mundiais. O resultado ficou muito acima dos US$ 360,5 milhões (R$ 1,8 bilhão) conquistados pelo filme original de 1986. Além disso, a sequência alcançou aprovação de 96% da crítica e 99% do público no Rotten Tomatoes, números raramente vistos em blockbusters dessa escala.
Parte do sucesso veio da capacidade do longa de funcionar tanto para fãs antigos quanto para novos espectadores. A produção retomou personagens e elementos clássicos da franquia, mas apresentou uma nova geração de pilotos, liderada por Bradley “Rooster” Bradshaw (Miles Teller), sem transformar a obra em uma simples coleção de referências ao passado.
Miles Teller em cena de Top Gun: Maverick
(Foto: Divulgação/Paramount Pictures)
O filme também consolidou uma tendência que domina Hollywood até hoje: as chamadas “legacy sequels”, continuações que retomam franquias décadas depois de seus lançamentos originais. Nos últimos anos, produções ligadas a marcas como Star Wars, O Senhor dos Anéis e outras propriedades conhecidas tentaram seguir caminhos semelhantes, mas poucas alcançaram o mesmo impacto de Top Gun: Maverick.
Outro diferencial apontado pelos fãs é o elenco. Além de Tom Cruise retornar ao papel de Pete “Maverick” Mitchell, a produção reuniu nomes como Rooster (Miles Teller), Hangman (Glen Powell), Phoenix (Monica Barbaro), Bob (Lewis Pullman) e Cyclone (Jon Hamm). A química entre os personagens ajudou a dar profundidade à história e tornou a experiência mais envolvente do que a maioria dos blockbusters contemporâneos.
Dirigido por Joseph Kosinski e escrito por Ehren Kruger, Eric Warren Singer e Christopher McQuarrie, o longa continua sendo tratado como uma referência para o gênero. Quatro anos após sua estreia, Top Gun: Maverick segue ocupando um lugar raro em Hollywood: o de sequência que não apenas superou o original para muitos espectadores, mas também estabeleceu um padrão que a indústria ainda tenta alcançar.
Top Gun: Maverick está disponível no Paramount+. Assista abaixo ao trailer do filme:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
Ainda não tem uma conta?
Só o que vale o play
Toda sexta-feira, no seu e-mail, as melhores dicas de filmes e séries para ver em casa