(Foto: Divulgação/Pixar)
Muito antes dos tablets virarem ameaça na Pixar, o cinema animado já refletia sobre o tema
Toy Story 5 chega aos cinemas nesta semana com uma proposta inédita para a franquia da Pixar. Desta vez, a principal ameaça aos brinquedos não será um rival como Buzz Lightyear ou um colecionador obcecado, mas sim a tecnologia e o excesso de tempo de tela das crianças.
Os trailers do filme mostram Bonnie cada vez mais conectada a dispositivos eletrônicos, enquanto os brinquedos lutam para recuperar o espaço que antes ocupavam em sua imaginação. A ideia coloca a tecnologia no centro de Toy Story e aborda uma preocupação cada vez mais comum entre pais e educadores.
Apesar de parecer um tema novo para a série, outras animações já exploraram os riscos da dependência tecnológica, da inteligência artificial e das redes digitais. Algumas fizeram isso de forma divertida, enquanto outras apostaram em histórias mais sombrias e reflexivas.
Confira cinco animações que abordaram o medo da tecnologia antes de Toy Story 5:
Considerada uma das obras-primas da Pixar, WALL-E imagina um futuro em que a humanidade abandonou a Terra após transformar o planeta em um enorme depósito de lixo. Enquanto um pequeno robô trabalha sozinho na limpeza do mundo, os humanos vivem em uma nave espacial completamente dependentes da tecnologia.
O filme faz uma crítica ao consumismo, à influência das grandes corporações e à forma como a tecnologia pode substituir atividades básicas da vida cotidiana. A dependência dos dispositivos é tão grande que os humanos quase perdem a capacidade de agir por conta própria.
Continuação de Detona Ralph (2012), o filme leva seus protagonistas para dentro da internet. A aventura explora desde os perigos dos vírus digitais até a toxicidade que pode surgir nas interações online.
A trama usa o universo virtual para discutir inseguranças, dependência da validação alheia e os efeitos negativos que redes sociais e comunidades tóxicas podem causar.
A animação da Netflix acompanha uma família comum que precisa salvar o planeta quando uma inteligência artificial decide escravizar a humanidade. Antes disso, a história já explora o conflito entre gerações causado pela relação diferente de pais e filhos com a tecnologia.
Além das cenas de ação e humor, o filme discute a dependência de celulares, redes sociais e assistentes virtuais. A produção se tornou uma das animações originais mais elogiadas da Netflix.
Ambientado em um mundo onde crianças recebem robôs conectados como melhores amigos, Ron Bugado faz uma sátira direta aos smartphones e às redes sociais. O protagonista ganha uma versão defeituosa do aparelho, que não segue os mesmos padrões dos demais.
A animação questiona a coleta de dados, a vigilância constante e a busca por validação digital, sugerindo que a tecnologia pode acabar substituindo aspectos importantes das relações humanas.
Sucesso recente da DreamWorks, Robô Selvagem acompanha uma robô que fica presa em uma ilha e acaba criando laços com os animais locais. A história mostra como a tecnologia pode ser usada para ajudar e proteger quando está livre dos interesses corporativos.
Ao mesmo tempo, a animação levanta questões sobre controle empresarial e sobre quem realmente decide o propósito das máquinas que criamos.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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