FILMES E SÉRIES

Cena do filme Toy Story 5

(Foto: Divulgação/Pixar)

Disponível no Streaming

5 animações que abordaram o medo da tecnologia antes de Toy Story

Muito antes dos tablets virarem ameaça na Pixar, o cinema animado já refletia sobre o tema

Victor Cierro
Victor Cierro

Toy Story 5 chega aos cinemas nesta semana com uma proposta inédita para a franquia da Pixar. Desta vez, a principal ameaça aos brinquedos não será um rival como Buzz Lightyear ou um colecionador obcecado, mas sim a tecnologia e o excesso de tempo de tela das crianças.

Os trailers do filme mostram Bonnie cada vez mais conectada a dispositivos eletrônicos, enquanto os brinquedos lutam para recuperar o espaço que antes ocupavam em sua imaginação. A ideia coloca a tecnologia no centro de Toy Story e aborda uma preocupação cada vez mais comum entre pais e educadores.

Apesar de parecer um tema novo para a série, outras animações já exploraram os riscos da dependência tecnológica, da inteligência artificial e das redes digitais. Algumas fizeram isso de forma divertida, enquanto outras apostaram em histórias mais sombrias e reflexivas.

Confira cinco animações que abordaram o medo da tecnologia antes de Toy Story 5:

Wall-E (2008)

  • Rotten Tomatoes: 95% (crítica) | 90% (público)
  • Duração: 1h37min
  • Onde assistir: Disney+
  • Considerada uma das obras-primas da Pixar, WALL-E imagina um futuro em que a humanidade abandonou a Terra após transformar o planeta em um enorme depósito de lixo. Enquanto um pequeno robô trabalha sozinho na limpeza do mundo, os humanos vivem em uma nave espacial completamente dependentes da tecnologia.

    O filme faz uma crítica ao consumismo, à influência das grandes corporações e à forma como a tecnologia pode substituir atividades básicas da vida cotidiana. A dependência dos dispositivos é tão grande que os humanos quase perdem a capacidade de agir por conta própria.

    WiFi Ralph: Quebrando a Internet (2018)

  • Rotten Tomatoes: 88% (crítica) | 64% (público)
  • Duração: 1h52min
  • Onde assistir: Disney+
  • Continuação de Detona Ralph (2012), o filme leva seus protagonistas para dentro da internet. A aventura explora desde os perigos dos vírus digitais até a toxicidade que pode surgir nas interações online.

    A trama usa o universo virtual para discutir inseguranças, dependência da validação alheia e os efeitos negativos que redes sociais e comunidades tóxicas podem causar.

    Os Mitchells Contra as Máquinas (2021)

  • Rotten Tomatoes: 97% (crítica) | 90% (público)
  • Duração: 1h54min
  • Onde assistir: Netflix
  • A animação da Netflix acompanha uma família comum que precisa salvar o planeta quando uma inteligência artificial decide escravizar a humanidade. Antes disso, a história já explora o conflito entre gerações causado pela relação diferente de pais e filhos com a tecnologia.

    Além das cenas de ação e humor, o filme discute a dependência de celulares, redes sociais e assistentes virtuais. A produção se tornou uma das animações originais mais elogiadas da Netflix.

    Ron Bugado (2021)

  • Rotten Tomatoes: 82% (crítica) | 94% (público)
  • Duração: 1h47min
  • Onde assistir: Disney+
  • Ambientado em um mundo onde crianças recebem robôs conectados como melhores amigos, Ron Bugado faz uma sátira direta aos smartphones e às redes sociais. O protagonista ganha uma versão defeituosa do aparelho, que não segue os mesmos padrões dos demais.

    A animação questiona a coleta de dados, a vigilância constante e a busca por validação digital, sugerindo que a tecnologia pode acabar substituindo aspectos importantes das relações humanas.

    Robô Selvagem (2024)

  • Rotten Tomatoes: 97% (crítica) | 98% (público)
  • Duração: 1h42min
  • Onde assistir: Prime Video
  • Sucesso recente da DreamWorks, Robô Selvagem acompanha uma robô que fica presa em uma ilha e acaba criando laços com os animais locais. A história mostra como a tecnologia pode ser usada para ajudar e proteger quando está livre dos interesses corporativos.

    Ao mesmo tempo, a animação levanta questões sobre controle empresarial e sobre quem realmente decide o propósito das máquinas que criamos.

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    Victor Cierro

    Victor Cierro

    Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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