(Foto: Divulgação/Disney)
Animações que ficaram escondidas por anos ganharam status cult no streaming e mostram um lado mais ousado da Disney
Nem toda animação no Disney+ conseguiu repetir o impacto de fenômenos como Aladdin (1992), O Rei Leão (1994) ou Frozen (2013). Ao longo das décadas, o estúdio do Mickey Moyse lançou projetos ambiciosos, visualmente impressionantes e até emocionalmente mais complexos que muitos clássicos famosos, mas que acabaram soterrados por mudanças de mercado, fracassos de bilheteria ou simplesmente pelo timing errado.
Boa parte desses filmes encontrou um novo espaço anos depois graças ao streaming. No Disney+, várias animações que passaram despercebidas nos cinemas agora ganham uma segunda vida entre fãs que procuram histórias diferentes da fórmula tradicional de princesas, musicais ou contos infantis mais leves.
O curioso é que muitos desses títulos anteciparam tendências que a Disney só consolidaria anos depois. Misturas de ficção científica com aventura, protagonistas emocionalmente mais maduros e experimentações visuais ousadas fizeram alguns desses projetos parecerem “adiantados demais” para sua época.
Hoje, em um cenário em que o público busca produções nostálgicas e joias escondidas no streaming, essas animações esquecidas voltam a chamar atenção. Algumas já viraram cult entre fãs, enquanto outras seguem praticamente invisíveis dentro do catálogo do Disney+.
Confira cinco filmes no Disney+ que merecem ser redescobertos em 2026:
Mesmo sendo um clássico antigo da Disney, A Espada Era a Lei raramente aparece nas listas mais populares do estúdio. A animação adapta a origem do Rei Arthur e acompanha o jovem Wart sendo treinado pelo mago Merlin.
O filme se destaca pelo humor caótico, pela dinâmica divertida entre Merlin e Madam Mim e pelo clima mágico que domina praticamente toda a narrativa. Diferente de outras produções épicas medievais, a história aposta mais em criatividade e aprendizado do que em batalhas grandiosas.
Com o passar dos anos, A Espada Era a Lei acabou ficando na sombra de clássicos mais famosos da Disney, mas segue como uma das animações mais carismáticas do estúdio.
Lançado logo após o auge da chamada Renascença Disney, Atlantis: O Reino Perdido tomou uma direção completamente diferente da fórmula que dominava o estúdio nos anos 1990. Em vez de apostar em músicas e fantasia tradicional, o filme mergulhou em uma aventura de ficção científica inspirada em histórias de exploração.
A trama acompanha Milo Thatch (Michael J. Fox), um linguista que participa de uma missão para encontrar a cidade perdida de Atlantis. O visual steampunk, combinado com elementos de animação tradicional e CGI, criou uma identidade única para o longa.
Mesmo sem grande sucesso comercial na época, Atlantis ganhou status cult ao longo dos anos. O filme é frequentemente lembrado por fãs como uma das experiências mais ousadas da Disney no início dos anos 2000.
Planeta do Tesouro talvez seja o maior exemplo de animação da Disney que fracassou no lançamento, mas encontrou reconhecimento anos depois. Inspirado em A Ilha do Tesouro, o filme transformou a clássica aventura de piratas em uma épica jornada espacial.
A história acompanha Jim Hawkins (Joseph Gordon-Levitt), um adolescente rebelde que embarca em uma caça ao tesouro ao lado do misterioso John Silver. O visual spacepunk misturava elementos náuticos do século XVIII com ficção científica futurista.
A combinação entre animação tradicional e computação gráfica criou um dos filmes visualmente mais ambiciosos da Disney naquela época. Embora tenha sofrido nas bilheterias, Planeta do Tesouro virou cult e hoje é frequentemente citado entre as animações mais subestimadas do estúdio.
Irmão Urso apostou em uma narrativa mais emocional e contemplativa do que boa parte das animações lançadas pela Disney naquele período. Ambientado no Alasca pós-era do gelo, o filme acompanha Kenai (Joaquin Phoenix), um jovem transformado em urso após buscar vingança pela morte do irmão.
A jornada muda completamente quando ele conhece Koda (Jeremy Suarez), um filhote órfão que o obriga a enxergar o mundo de outra forma. A relação entre os dois se tornou o coração emocional do filme.
Mesmo chegando perto do lançamento de Procurando Nemo, a animação conquistou fãs graças ao clima melancólico, às paisagens impressionantes e à trilha sonora de Phil Collins. Hoje, é vista como uma das histórias mais emocionantes da Disney daquela década.
Poucas animações da Disney abraçaram tanto a ideia de fracasso como parte do crescimento pessoal quanto A Família do Futuro. O filme acompanha Lewis, um jovem inventor órfão que viaja para o futuro ao lado do excêntrico Wilbur Robinson.
Além da aventura sci-fi, a animação trabalha temas ligados à adoção, pertencimento e família de maneira surpreendentemente sensível. O lema “continue seguindo em frente” virou uma das mensagens mais marcantes do longa.
O visual vibrante e a mistura de humor com emoção ajudaram A Família do Futuro a construir uma base fiel de admiradores ao longo dos anos. Ainda assim, o filme acabou ofuscado pela fase de transição da Disney para animações em 3D.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
Ainda não tem uma conta?
Só o que vale o play
Toda sexta-feira, no seu e-mail, as melhores dicas de filmes e séries para ver em casa