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Milly Alcock e David Corenswet em cena de Supergirl

(Foto: Divulgação/DC Studios)

DC

5 problemas que impediram Supergirl de repetir o sucesso de Superman

O novo filme adapta uma das HQs mais elogiadas, mas decisões criativas ajudam a explicar por que a recepção ficou abaixo das expectativas

Victor Cierro
Victor Cierro

Transformar Supergirl: Woman of Tomorrow em filme nunca seria uma missão simples. A HQ de Tom King e Bilquis Evely se tornou uma das histórias mais celebradas da personagem justamente por combinar uma aventura espacial grandiosa com um desenvolvimento emocional marcante. No cinema, porém, parte dessa força se perde, e isso ajuda a explicar por que o longa ficou bem distante do impacto causado por Superman (2025) na nova fase da DC.

O primeiro problema está na identidade visual. A jornada cósmica de Kara Zor-El (Milly Alcock) tinha potencial para entregar alguns dos cenários mais criativos do novo universo da DC, mas a fotografia adota uma aparência excessivamente apagada. Em vez de transmitir a sensação de descoberta presente nos quadrinhos, muitos mundos acabam parecendo semelhantes entre si.

A adaptação também encontra dificuldade para justificar sua existência em um mercado saturado de filmes de super-heróis. Em vários momentos, Supergirl passa a impressão de seguir caminhos familiares demais, sem encontrar uma personalidade própria capaz de diferenciá-lo das produções que vieram antes.

O roteiro é outro obstáculo. A história apresenta uma protagonista complexa e moralmente conflituosa, mas desenvolve essas ideias de forma irregular. Alguns conflitos importantes surgem sem o tempo necessário para amadurecer, reduzindo o impacto emocional que fez da HQ uma obra tão elogiada.

Milly Alcock em cena de Supergirl

Milly Alcock em cena de Supergirl

(Foto: Divulgação/DC Studios)

Problemas de Supergirl nos cinemas

O quarto problema é a comparação inevitável com o longa com David Corenswet. Como segundo filme da nova DC, Supergirl naturalmente seria avaliado em relação ao longa que inaugurou o universo compartilhado. Enquanto Superman conquistou a crítica ao combinar carisma, confiança narrativa e uma identidade muito clara, a aventura de Kara tem dificuldade para manter o mesmo nível de consistência do início ao fim, fazendo com que o resultado pareça menos marcante.

O último motivo está no impacto emocional da história. A origem mais sombria de Kara Zor-El e seus dilemas morais oferecem uma base interessante para a narrativa, mas o desenvolvimento acontece de forma acelerada. Sem dar tempo suficiente para que esses conflitos amadureçam, o filme perde força justamente nos momentos que deveriam provocar maior envolvimento do público.

Com 54% de aprovação da crítica e 76% do público no Rotten Tomatoes, Supergirl acompanha Kara Zor-El em uma jornada intergaláctica de vingança e justiça. Quando uma ameaça implacável atinge alguém próximo, a heroína une forças com uma companheira improvável para atravessar o espaço em busca do responsável, enfrentando desafios que colocam à prova seus valores e sua determinação.

Já Superman, que serve de parâmetro para muitas das comparações envolvendo o novo filme da DC, conquistou 83% de aprovação da crítica e 90% do público no Rotten Tomatoes. A história acompanha Clark Kent (David Corenswet.) enquanto tenta conciliar sua vida como jornalista e maior herói da Terra, até que suas ações passam a ser questionadas e Lex Luthor (Nicholas Hoult) enxerga a oportunidade ideal para derrotá-lo de vez. O longa está disponível na HBO Max.

Assista abaixo ao trailer de Supergirl:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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