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Hailee Steinfeld em cena de Gavião Arqueiro, série da Marvel

(Foto: Divulgação/Disney+)

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5 séries da Marvel que são melhores do que muita gente imagina

Gavião Arqueiro (2021) e X-Men '97 merecem mais reconhecimento no catálogo do Disney+

Victor Cierro
Victor Cierro

Quando se fala em séries da Marvel, alguns títulos dominam praticamente toda conversa. Produções como WandaVision (2021), Loki (2021-2023) e até Demolidor: Renascido acabaram virando referência quando o assunto é TV dentro do universo dos heróis. No entanto, a expansão do estúdio para o streaming também deixou para trás obras que receberam menos atenção do que mereciam.

Nem sempre isso aconteceu por falta de qualidade. Em alguns casos, as séries chegaram cedo demais. Em outros, foram ofuscadas por lançamentos maiores ou apostaram em propostas mais estranhas e menos comerciais. Ainda assim, várias delas entregaram personagens fortes, abordagens diferentes e histórias que continuam entre as mais interessantes da Marvel na televisão.

O resultado é uma seleção curiosa de produções que nunca alcançaram o mesmo status das maiores apostas do estúdio, mas que hoje merecem uma segunda chance. Entre animação, drama psicológico, sátira e aventura urbana, elas mostram que o catálogo da Marvel no Disney+ é bem mais diverso do que parece.

X-Men ’97

  • Rotten Tomatoes: 99% (crítica) | 91% (público)
  • Continuação direta do desenho clássico dos anos 1990, X-Men ’97 conseguiu algo raro: justificar sua própria existência. A série amplia conflitos políticos e emocionais dos mutantes enquanto adapta algumas das histórias mais marcantes dos quadrinhos. O destaque está em como o roteiro trata temas como preconceito, identidade e luto sem abrir mão do melodrama típico dos X-Men.

    Magnum

  • Rotten Tomatoes: 91% (crítica) | 87% (público)
  • Uma das novidades mais diferentes da fase atual da Marvel, Magnum usa o universo dos super-heróis para brincar com os bastidores de Hollywood. A história acompanha um ator tentando equilibrar carreira e poderes enquanto entra em contato com o lado mais absurdo da indústria do entretenimento.

    O diferencial está justamente na escolha de tratar tudo com ironia, mas sem abandonar o lado emocional do protagonista. O resultado é uma produção que tenta fugir da fórmula tradicional.

    Cavaleiro da Lua (2022)

  • Rotten Tomatoes: 86% (crítica) | 88% (público)
  • Cavaleiro da Lua apostou em um caminho que poucas séries do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) tinham tentado até então. Misturando fantasia, mitologia egípcia e suspense psicológico, a produção acompanha Steven Grant (Oscar Isaac) enquanto descobre que divide o próprio corpo com outra personalidade e passa a se envolver em um conflito sobrenatural.

    Grande parte do peso emocional vem da atuação central e da forma como a série transforma o trauma em parte essencial da narrativa. Apesar da divulgação contida, Oscar Isaac entregou uma de suas melhores performances na indústria.

    Gavião Arqueiro (2021)

  • Rotten Tomatoes: 92% (crítica) | 88% (público)
  • Poucas séries do MCU conseguiram encontrar um tom tão leve e pessoal quanto Gavião Arqueiro. A trama acompanha Clint Barton (Jeremy Renner) tentando deixar para trás os acontecimentos dos filmes enquanto cruza o caminho da jovem Kate Bishop (Hailee Steinfeld).

    A química entre os protagonistas acaba transformando uma história relativamente simples em algo mais humano. Ao mesmo tempo em que trabalha ação e humor, a trama também explora o desgaste emocional de um dos Vingadores mais antigos do universo da Marvel.

    Legion (2017-2019)

  • Rotten Tomatoes: 91% (crítica) | 85% (público)
  • Se existe uma série que prova que Marvel pode ser muito mais experimental do que o público imagina, essa série é Legion. A produção acompanha David Haller (Dan Stevens), um homem que passou anos acreditando sofrer de problemas psiquiátricos até descobrir que suas experiências podem ter outra explicação.

    Visualmente ousada e cheia de escolhas pouco convencionais, a série construiu uma identidade própria e até hoje segue como uma das adaptações mais diferentes já feitas a partir dos quadrinhos da empresa. Pode não ser a mais fácil de assistir, mas dificilmente passa despercebida.

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    Victor Cierro

    Victor Cierro

    Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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