(Foto: Divulgação/Universal Pictures)
A revista Variety, especializada na cobertura de Hollywood, fez uma lista para explicar por que a Academia esnobou a sequência
A ausência de Wicked: Parte 2 na lista de indicados ao Oscar 2026 causou surpresa entre fãs, especialmente após o primeiro filme ter conquistado dez nomeações no ano passado. O encerramento da jornada por Oz não conseguiu repetir o encanto de sua estreia e acabou ignorado tanto nas categorias principais quanto nas técnicas.
A revista Variety, especializada na cobertura de Hollywood, fez uma reportagem em que listou seis motivos para os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas terem esnobado o musical dessa vez.
O segundo ato do musical da Broadway, que foi usado como base para Wicked: Parte 2, é reconhecido por ser mais sombrio e confuso, repleto de explicações exaustivas que tentam conectar a trama ao clássico O Mágico de Oz. Parte da crítica entende que a falta de coesão prejudicou o ritmo da trama cinematográfica no capítulo final.
A recepção da crítica especializada também pesou negativamente nesta temporada de premiações. Enquanto o primeiro filme, lançado em 2024, registrou 88% de aprovação da crítica e 95% de aprovação do público, a sequência que estreou em 2025 fechou com apenas 66% de aprovação entre os jornalistas especializados no Rotten Tomatoes –a aclamação entre a audiência se manteve, com 93%. Alguns veículos de imprensa norte-americanos chegaram a classificar o projeto como um retrocesso em relação ao charme contagiante visto anteriormente.
Historicamente, a Academia demonstra certa resistência com continuações, muitas vezes vistas apenas como estratégias comerciais. Mesmo com sucessos ocasionais de franquias na premiação, existe a percepção de que os votantes sentiram que já haviam dado o devido reconhecimento ao universo musical em 2025.
O desempenho nas bilheterias mundiais foi outro fator de desânimo para os produtores. A arrecadação global registrou uma queda de US$ 235 milhões (R$ 1,24 bilhão), de US$ 758 milhões do primeiro filme para US$ 523 milhões no segundo. Os membros da Academia também não ficaram tão animados.
Ao contrário das canções clássicas de teatro apresentadas no início, as músicas inéditas compostas para Wicked: Parte 2 não fixaram na memória. Faixas como No Place Like Home e The Girl in the Bubble foram consideradas pouco memoráveis por quem assistiu. Sem o impacto emocional dos temas consagrados, a trilha sonora perdeu força na disputa direta por estatuetas.
Por fim, a estratégia de divulgação mudou drasticamente no último ano. Enquanto as protagonistas Cynthia Erivo e Ariana Grande estiveram unidas em uma campanha viral no passado, desta vez elas promoveram o trabalho separadamente. O afastamento das atrizes nos eventos de marketing e o foco de Erivo em novos compromissos profissionais reduziram o alcance e a energia da obra no Oscar 2026.
E você, achou injusto Wicked: Parte 2 ter sido esnobado do Oscar 2026?
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