Cena de Nada Ortodoxa (Foto: Divulgação/Netflix)
Lista tem produções baseadas em acontecimentos reais, como Nada Ortodoxa e Olhos que Condenam, e suspense
Nem só de lançamentos semanais vive um bom serviço de streaming. Séries de muitas temporadas que fizeram sucesso durante o auge da TV por assinatura ajudam a encorpar o catálogo digital de qualquer plataforma. No entanto, no caso das minisséries, muitas delas acabam ficando esquecidas pelo tempo e são atropeladas pelas produções do momento, principalmente na Netflix, que não economiza na quantidade de estreias da semana.
Para quem está procurando uma minissérie boa e considera que já zerou a fila das mais recentes, a Tangerina fez uma lista com sete dicas de produções lançadas até 2020 e que tem mais de 83% de aprovação da crítica, além de avaliação positiva junto ao público e com nota alta no IMDb. Veja as opções:
No oeste americano da década de 1880, o líder de gangue fora da lei Frank Griffin (Jeff Daniels) procura o ex-protegido Roy Goode (Jack O’Connell). A perseguição de Frank o leva a La Belle, Novo México. A série subverte o gênero faroeste, pois essa cidade é quase inteiramente governada por mulheres, após um acidente em uma mina matar a maioria dos homens. Jeff Daniels até rouba a cena como vilão, mas as mulheres são o destaque, especialmente Michelle Dockery e Merritt Wever como Mary Agnes, uma feminista assumida que usa roupas masculinas.
A minissérie dramática da Netflix dividida em quatro episódios é parcialmente baseada em uma história real, inspirada no livro de memórias de Deborah Feldman, publicado em 2012. Mas quando Alexa Karolinski e Anna Winger adaptaram o livro para a televisão, as três concordaram em transformar a história, tornando-a parcialmente ficcional. A trama se tornou a história de uma jovem, Esther “Esty” Shapiro (Shira Haas), que embarca em uma jornada de autodescoberta ao deixar a comunidade judaica ortodoxa hassídica de Nova York para buscar uma nova vida criativa como musicista em Berlim.
Quando um guru controverso constrói uma cidade utópica no deserto do Oregon, isso provoca um conflito massivo com os fazendeiros locais. Esta série documental narra o conflito, que culmina no primeiro ataque bioterrorista dos Estados Unidos e em um caso de grampos telefônicos ilegais. Trata-se de um período importante, porém esquecido, da história cultural norte-americana, que testou a tolerância do país à separação entre Igreja e Estado. Os irmãos Mark e Jay Duplass são os produtores executivos da série.
O veterano de guerra David Budd (Richard Madden), que sofre de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, encontra trabalho como sargento da Polícia Metropolitana de Londres, na divisão de Proteção da Realeza e de Pessoas Especiais. Ele é designado para proteger uma política controversa e ambiciosa, descrita como “a sociopata” por um de seus assessores, e que planeja introduzir novos e invasivos poderes de vigilância para as forças de segurança. Budd se vê dividido entre suas convicções e seu dever de proteger.
A trama acompanha Marie, personagem vivida por Kaitlyn Dever, uma jovem que denuncia ter sido vítima de abuso sexual. No entanto, em vez de encontrar apoio, ela passa a ser desacreditada pela própria polícia, que começa a tratar seu relato com desconfiança e pressão. A produção é baseada em acontecimentos reais, inspirados em uma reportagem jornalística que detalhou uma série de crimes e um grave erro de julgamento. A série Netflix fez polícia mudar protocolo com vítimas de violência sexual.
Baseado no romance homônimo de Margaret Atwood, de 1996, Alias Grace conta a história da jovem Grace Marks (Sarah Gadon), uma imigrante irlandesa pobre e empregada doméstica no Alto Canadá, que é acusada e condenada pelo assassinato de seu patrão e da governanta dele em 1843. O tratador de cavalos James McDermott (Kerr Logan) também é condenado pelo crime e enforcado, mas Grace é sentenciada à prisão perpétua, tornando-se uma das mulheres mais notórias do Canadá da época. A história é baseada em eventos reais do século 19.
Em 1989, uma corredora foi agredida e estuprada no Central Park, em Nova York, e cinco jovens foram posteriormente acusados do crime. O quinteto, apelidado de “Cinco do Central Park”, manteve sua inocência e passou anos lutando contra as condenações, na esperança de serem inocentados. Esta minissérie abrange um quarto de século, desde o primeiro interrogatório dos adolescentes sobre o incidente em 1989, passando pela exoneração em 2002 e, finalmente, pelo acordo firmado com a cidade de Nova York em 2014.
O elenco é repleto de indicados e vencedores do Emmy, incluindo Michael K. Williams, John Leguizamo, Felicity Huffman e Blair Underwood. Ava DuVernay coescreveu e dirigiu os quatro episódios. Jharrel Jerome ganhou um Emmy por sua interpretação de Korey Wise.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
Ver mais conteúdos de Vinícius AndradeTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
Ainda não tem uma conta?
Só o que vale o play
Toda sexta-feira, no seu e-mail, as melhores dicas de filmes e séries para ver em casa