(Foto: Searchlight Pictures/Divulgação)
Atuação de Amanda Seyfried é elogiada em O Testamento de Ann Lee, que agora pode ser visto em casa
Após uma passagem quase imperceptível pelos cinemas, O Testamento de Ann Lee chegou nesta semana ao streaming. O filme produzido pela Searchlight Pictures (da Disney) arrecadou apenas US$ 4,19 milhões (R$ 21,1 milhões) em bilheteria mundial durante o período que ficou em cartaz. Apesar de ter sido esnobado no Oscar 2026, foi bem avaliado tanto pela crítica quanto pelo público, com uma trama baseada em acontecimentos reais.
Agora disponível para assistir no Disney+, o longa é classificado como um “épico histórico musical” focado na história real de Ann Lee, a líder e fundadora dos Shakers, um grupo religioso do século 18 cujos devotos costumavam cantar, vibrar e realizar danças frenéticas durante suas orações.
A trama acompanha a trajetória da protagonista interpretada por Amanda Seyfried (de A Empregada) desde a sua infância humilde e repleta de traumas em Manchester, na Inglaterra, até o momento em que passa a ter visões espirituais.
Hostilizada em sua terra natal, onde chegou a ser internada em um hospício e presa pelas autoridades locais, ela e seus fiéis cruzam o Oceano Atlântico rumo aos Estados Unidos. Em solo norte-americano, o grupo tenta estabelecer uma comunidade utópica baseada na fé, na igualdade de direitos e no isolamento.
Comandado pela diretora Mona Fastvold (roteirista de O Brutalista), que também assina o roteiro em parceria com Brady Corbet, o O Testamento de Ann Lee mistura drama biográfico com uma abordagem musical atípica, utilizando canções tradicionais dos Shakers adaptadas pelo compositor Daniel Blumberg.
Além de Amanda Seyfried, o elenco principal traz Lewis Pullman no papel de William Lee, irmão da protagonista, Christopher Abbott como o marido Abraham, e Thomasin McKenzie interpretando a discípula Mary, personagem que também atua como narradora dos acontecimentos.
O Testamento de Ann Lee tem Amanda Seyfried como protagonista
(Foto: Divulgação/Searchlight Pictures)
No agregador de avaliações Rotten Tomatoes, O Testamento de Ann Lee alcançou 86% de aprovação da crítica, baseada em mais de 200 resenhas, além de registrar 81% de aprovação por parte do público.
A análise da Variety elogiou a coragem do projeto em adotar o formato de musical, definindo-o como uma obra inventiva e emocionante, onde as coreografias conseguem expressar a busca humana pelo divino. O veículo também enalteceu o trabalho de Seyfried, afirmando que ela entrega uma performance cheia de determinação e sentimentos profundos.
Por outro lado, o texto do The Hollywood Reporter adotou um tom mais moderado, descrevendo O Testamento de Ann Lee como um épico audacioso que é mais fácil de admirar do que de amar. A publicação mencionou que, embora o longa pulse com energia e espiritualidade, falta um pouco de introspecção pessoal sobre a protagonista, tornando a narrativa de 2 horas e 16 minutos de duração um tanto arrastada em certos trechos.
Já o site Collider classificou a obra como uma experiência cinematográfica única e belamente construída, ressaltando o contraste bem-sucedido entre o realismo visual da fotografia de William Rexer e o tom surreal das apresentações musicais.
Apesar do forte reconhecimento crítico e de ter rendido para Amanda Seyfried uma indicação ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz em Filme de Comédia ou Musical, O Testamento de Ann Lee acabou sendo completamente esnobado nas indicações ao Oscar, encontrando agora no Disney+ uma nova oportunidade de cativar o público.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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