FILMES E SÉRIES

Rosamund Pike é um dos destaques do elenco de Hallow Road: Caminho Sem Volta, novo filme de suspense do Prime Video

(Foto: Universal Pictures/Divulgação)

HALLOW ROAD

88% de aprovação e não é bom? Filme de suspense do Prime Video divide opiniões

Hallow Road tem apenas 1 hora e 20 minutos de duração, com um estilo de teatro filmado

Vinícius Andrade, Tangerina
Vinícius Andrade

Hallow Road: Caminho Sem Volta é uma nova e intrigante opção que acaba de chegar ao catálogo do Prime Video, com uma proposta de “suspense minimalista” que pode prender a atenção do espectador do início ao fim ou, pelo menos, gerar debates sobre os seus rumos narrativos. É daquelas produções “ame ou odeie”.

A trama acompanha Maddie e Frank, um casal que é despertado no meio da noite por um telefonema desesperado de sua filha universitária Alice. A jovem revela que, enquanto dirigia embriagada por uma estrada florestal escura e isolada, acabou atropelando uma pedestre.

Diante do cenário trágico e com a vítima possivelmente morta, os pais entram no carro e iniciam uma corrida contra o tempo para chegar até a filha antes das autoridades. O filme se passa quase inteiramente dentro do veículo, onde os dois tentam orientar a filha por viva-voz e debatem se devem assumir a culpa ou encobrir o crime.

O elenco principal traz grandes nomes de Hollywood. Rosamund Pike interpreta Maddie, uma paramédica fria e direta, enquanto Matthew Rhys dá vida a Frank, o pai desesperado em proteger o futuro da filha. A direção é assinada pelo cineasta Babak Anvari, conhecido pelo elogiado terror Sob a Sombra (2016), trabalhando a partir de um roteiro escrito por William Gillies.

Hallow Road é bom?

Embora ostente a marca de 88% de aprovação dos críticos no site Rotten Tomatoes, Hallow Road: Caminho Sem Volta esconde uma divisão de opiniões. O público geral não comprou a ideia da mesma forma, garantindo apenas 48% de aprovação e uma nota mediana de 6,0 no IMDb.

A visão dos próprios críticos ajuda a explicar essa discrepância. Aqueles que elogiaram a produção destacaram a atmosfera claustrofóbica e as atuações brilhantes de Pike e Rhys, que conseguem carregar a tensão dramática apenas com suas expressões faciais em um espaço reduzido.

Com apenas 1 hora e 20 minutos de duração, a obra adota um estilo de teatro filmado, focando na urgência dos diálogos e no mistério do que acontece fora da tela.

Por outro lado, os principais defeitos apontados envolvem as bizarrices do roteiro na metade final. O filme começa como um drama familiar realista e, de repente, dá uma guinada brusca ao introduzir elementos de folclore, lendas locais e magia pagã.

Para muitos críticos, essa mistura de gêneros destrói o ritmo da história e resulta em uma conclusão abrupta, confusa e insatisfatória, que deixa de lado os dilemas morais propostos inicialmente. E aí, será que vale o play?

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Vinícius Andrade, Tangerina

Vinícius Andrade

Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news

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