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A Cela dos Milagres é um remake batido da Netflix

(Foto: Divulgação/Netflix)

A Cela dos Milagres

Netflix repete fórmula já conhecida em remake mexicano que pouco acrescenta

O maior obstáculo de A Cela dos Milagres é a ausência de propósito criativo no catálogo do streaming

Victor Cierro
Victor Cierro

A Netflix voltou a investir em uma história que já emocionou milhões de espectadores ao redor do mundo, mas o resultado da vez está longe de repetir o mesmo impacto. A Cela dos Milagres, remake mexicano inspirado em um dos dramas mais populares do cinema internacional recente, chega ao streaming com produção competente, mas sem força suficiente para justificar sua própria existência.

Protagonizado por Omar Chaparro, o longa tenta revisitar a mesma narrativa que conquistou o público em Milagre na Cela 7 (2019), fenômeno turco que dominou o catálogo da Netflix e se tornou referência em dramas emocionais. Antes disso, a história já havia sido contada no filme sul-coreano homônimo de 2013, que estabeleceu as bases da trama e se transformou em um enorme sucesso em seu país de origem.

O principal problema da nova adaptação está justamente na inevitável comparação. Enquanto as versões sul-coreana e turca se destacaram pela intensidade emocional e pela autenticidade de seus protagonistas, A Cela dos Milagres opta por seguir o mesmo caminho sem apresentar novidades relevantes. O roteiro repete os mesmos conflitos, as mesmas viradas e os mesmos apelos sentimentais, mas com impacto consideravelmente menor.

Tecnicamente, o filme mexicano é competente. A direção é segura, a fotografia é bem executada e a produção tem qualidade compatível com o padrão da Netflix. Ainda assim, esses elementos não são suficientes para compensar a falta de originalidade. O resultado é um drama funcional, mas previsível, que dificilmente surpreende quem já conhece a história.

A Cela dos Milagres é um remake batido da Netflix

A Cela dos Milagres é um remake batido da Netflix

(Foto: Divulgação/Netflix)

A Cela dos Milagres não tem propósito criativo

Nem mesmo Omar Chaparro consegue transformar o material em algo memorável. O ator entrega uma atuação correta, mas limitada por um roteiro que não oferece novas camadas ao personagem. Sua performance nunca alcança o mesmo nível emocional que tornou as versões anteriores tão marcantes.

O maior obstáculo de A Cela dos Milagres é a ausência de propósito criativo. Em vez de reinterpretar a história sob uma nova perspectiva cultural ou emocional, o remake se limita a reproduzir uma fórmula que já funcionou melhor em outras mãos. Isso torna o filme uma experiência dispensável, especialmente para quem já assistiu qualquer versão de Milagre na Cela 7.

No fim, o remake mexicano não é um desastre, mas também não encontra motivos para existir no streaming, além de repetir uma história consagrada. Para novos espectadores, pode servir como uma introdução razoável ao drama. Para os demais, é apenas uma lembrança de que algumas histórias não precisam ser contadas novamente.

Assista abaixo ao trailer de A Cela dos Milagres:

Pôster de A Cela dos Milagres

A Cela dos Milagres

Drama
14

Direção

Ana Lorena Pérez Ríos

Produção

Netflix

Onde assistir

Netflix

Elenco

Omar Chaparro
Mariana Calderón
Natalia Reyes
Biassini Segura
Sofía Álvarez
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QUEM FEZ
Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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