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Chris Pratt em Vingadores: Guerra Infinita

(Foto: Divulgação/Marvel)

8 Anos Depois

A cena mais odiada de Vingadores 3 faz mais sentido hoje

Em vez de representar apenas um erro imperdoável, ela se tornou um dos momentos mais humanos de Peter Quill (Chris Pratt)

Victor Cierro
Victor Cierro

Durante anos, Peter Quill (Chris Pratt) foi apontado como o grande culpado pela derrota dos heróis em Vingadores: Guerra Infinita (2018). A explosão de raiva que impediu os Vingadores de arrancarem a Manopla do Infinito de Thanos (Josh Brolin) virou uma das cenas mais criticadas do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Mas, oito anos depois, essa sequência pode ser vista por outro ângulo.

É fácil entender por que tantos fãs ficaram frustrados. Afinal, o plano para derrotar Thanos estava funcionando até Quill descobrir que Gamora (Zoe Saldaña) havia sido assassinada. Tomado pelo luto, ele perde o controle, desperta o vilão e muda completamente o rumo da batalha, abrindo caminho para o estalo que eliminaria metade da vida no universo.

O problema é que essa cena costuma ser analisada apenas pelo resultado, e não pelo personagem. Peter Quill não age por egoísmo nem por falta de inteligência. Ele reage de forma impulsiva ao descobrir que a pessoa que mais amava foi morta pelo homem que estava diante dele. É uma decisão desastrosa, mas profundamente humana.

Essa perspectiva também ajuda a entender melhor a construção do protagonista de Guardiões da Galáxia. Até aquele momento, Quill sempre escondia seus sentimentos atrás do humor e da arrogância. Em Vingadores 3, porém, a dor fala mais alto do que qualquer estratégia, revelando um lado vulnerável que a franquia ainda não havia explorado com tanta intensidade.

Chris Pratt em Vingadores: Guerra Infinita

Chris Pratt em Vingadores: Guerra Infinita

(Foto: Divulgação/Marvel)

Vingadores 3 manteve a coerência

A própria continuação reforça esse peso emocional. Em Guardiões da Galáxia Vol. 3 (2023), Peter chega a fazer uma piada dizendo que quase matou metade do universo, mostrando que ele também carrega a culpa pelo que aconteceu. Além disso, precisa lidar com uma versão alternativa de Gamora, que já não compartilha as lembranças nem o relacionamento que os dois viveram.

Isso não significa que Quill deixe de ser responsável pelo fracasso dos heróis em Titã. Sua atitude continua sendo decisiva para que Thanos escapasse. A diferença é que, olhando para a cena hoje, fica mais claro que a Marvel priorizou a coerência emocional do personagem em vez de transformá-lo em um herói frio e racional apenas para fazer o plano dar certo.

Por isso, uma das sequências mais polêmicas de Vingadores: Guerra Infinita envelheceu melhor do que muitos imaginavam. Em vez de representar apenas um erro imperdoável, ela se tornou um dos momentos mais humanos de Peter Quill e um dos pilares da evolução do personagem dentro do MCU.

Vingadores: Guerra Infinita está disponível no Disney+. Assista abaixo ao trailer:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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