(Foto: Divulgação/Netflix)
Na trama, assassinato de intercambista que trabalhava em uma mansão é a ponta do iceberg para demonstração de impunidade e privilégios
Nas últimas semanas, o caso do cachorro Orelha, morto por um grupo de adolescentes ricos, tomou conta dos assuntos nas redes sociais e noticiários. A principal questão é que a sociedade não quer que os responsáveis, menores de idade, fiquem impunes. Essa realidade que gera revolta é muito bem retratada na minissérie de suspense A Reserva, da Netflix, que tem 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes.
A história começa com o desaparecimento de Ruby (Donna Levkovski), uma au-pair (intercamibista) filipina que trabalhava na mansão de um bairro de elite na Dinamarca. Antes de desaparecer, ela havia pedido a ajuda de Cecilie (Marie Bach Hansen), sua vizinha, que também havia contratado uma au-pair filipina. A mulher, no entanto, diz que ela deve procurar a própria patroa.
Diante da falta de pistas sobre o que teria acontecido, Cecilie decide acompanhar a investigação da polícia e faz descobertas chocantes quando o corpo da intercambista é encontrado em um lago, sem sinais de afogamento, o que indica uma desova. O legista também revela que a jovem estava grávida, mas o pai não é seu ex-namorado. A partir daí, começa o suspense para descobrir quem matou a jovem.
No Rotten Tomatoes, a minissérie está com 100% de aprovação, contando com apenas nove críticas registradas. Mas essa aceitação positiva também se reflete em outras avaliações. No IMDb, a produção recebeu nota 7,0, enquanto no Popcornmeter, onde mais de 250 usuários registraram avaliação, a série conta com 76% de aprovação.
[Atenção: Contém spoilers do final de A Reserva a seguir]
Enquanto a polícia busca pelo pai do bebê, que se torna o principal suspeito pelo assassinato, Cecilie descobre que seu filho sabe o que aconteceu e viu uma prova: Oscar (Frode Emil Bilde), seu colega de classe e vizinho, gravou um vídeo enquanto estuprava a própria intercambista; ele é o pai da criança.
O adolescente, no entanto, não matou a babá. A Reserva dá a entender que Katarina, mãe de Oscar, matou Ruby para impedir que ela testemunhasse contra seu filho. Quando descobriu o que havia acontecido, Katarina escondeu a verdade do marido para proteger o filho, que acabou não sendo incriminado pelo estupro. Oscar apenas foi mandado para um internato de elite em outra cidade. E a responsável pela morte de Ruby também se manteve livre.
Frode Emil Bilde na minissérie A Reserva
Foto: Reprodução/Netflix
Toda a trama narrada em A Reserva não tem um final satisfatório para o adolescente que cometeu o crime central da minissérie, retratando a realidade em muitos casos de crimes cometidos por menores de idade mundo afora. Ao mostrar a impunidade, principalmente quando esse adolescente pertence a uma classe social tão alta e como os pais o protegem, a série da Netflix teve uma recepção positiva junto ao público.
Paola Zanon
Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news
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