(Foto: Divulgação/Hulu)
O Culto Secreto é uma boa opção de trama com mistério e desaparecimento para quem já viu e gostou das três séries do momento no streaming
O início de 2026 deixou muita gente viciada em investigação. O sucesso das séries Dele & Dela e Custe o Que Custar, da Netflix, e All Her Fault, do Prime Video, despertou o lado detetive dos espectadores. Para quem está viciado em suspense e quer iniciar logo um novo caso, a dica é uma produção pouco conhecida, mas bem avaliada: O Culto Secreto (The Clearing), disponível para assistir no Disney+.
A trama de oito episódios acompanha Freya Heywood (Teresa Palmer), que, quando criança, foi doutrinada por um culto chamado The Kindred, um grupo religioso da Nova Era composto exclusivamente por mulheres. Já adulta, Freya se vê novamente imersa no mundo da seita quando uma jovem de sua cidade desaparece. Ela decide confrontar seu passado para impedir que outras crianças sejam sequestradas pelo grupo.
Lançada em 2023, O Culto Secreto é ficcional, mas tem como inspiração elementos de um culto real. A série do Hulu é baseada no livro In the Clearing, de J.P. Pomare –a obra não está disponível no Brasil. O livro traz um relato da seita Família, um culto australiano que existiu entre os anos 1960 e 1980, liderado por Anne Hamilton-Byrne (1921-2019), mulher que afirmava ser a reencarnação de Jesus Cristo, deturpando uma mistura de ensinamentos religiosos ocidentais e orientais.
Ela e o marido adotavam crianças de forma clandestina. Os “filhos” que se comportavam “mal” eram castigados com base em um livro de regras aprovadas por Anne. Os castigos variavam entre escrever milhares de linhas, receber cintadas, segurar a mão em velas acesar e ser submergido em água até quase o afogamento. As vítimas da seita também eram drogadas.
A minissérie, que foi a primeira produção australiana original da Disney para o Hulu, narra duas histórias entrelaçadas. A primeira gira em torno dos Kindred, um culto dedicado a controlar os corações e mentes de crianças para transformá-las em adultos perfeitos. Embora o culto tenha permanecido discreto, tudo muda quando eles sequestram a rebelde Sara (Paityn Batchelor), de oito anos.
A chegada de Sara coloca os Kindred sob vigilância policial, enquanto a jovem semeia a discórdia entre as crianças, que começam a questionar seus ensinamentos. Graças ao sequestro de Sara, a série também explora as complexidades desse universo, mostrando ao público como as coisas funcionam para os Kindred.
Enquanto isso, Palmer interpreta Freya, uma mãe angustiada que teme pelo destino do próprio filho após assistir ao noticiário sobre o desaparecimento de uma garota. Freya vive em uma casa isolada na floresta, dedicando cada momento a vigiar o filho. Como resultado, a paranoia de Freya confere à série uma atmosfera sufocante. Não demora muito para percebermos que ela tem uma ligação passada com o culto.
É tudo muito misterioso. Os críticos adoraram O Culto Secreto, com 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. A audiência, porém, teve uma recepção mais morna, com 60% de aprovação. A nota no IMDb é de 6,3/10. Como comparação, a nota de Custe o que Custar é 7,0, Dele & Dela é de 7,2 e All Her Fault tem 7,6 –ou seja, O Culto Secreto não é tão boa quanto as séries do momento, mas pode ser uma opção interessante para quem está viciado em tramas de suspense e desaparecimento.
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Vinícius Andrade
Jornalista e colaborador da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV e tem especialização em SEO. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 13 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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