(Foto: Netflix/Divulgação)
Em 1992, Rachel Nickell foi assassinada em plena luz do dia no Wimbledon Common, em Londres. Seu filho de dois anos, Alex, estava ao lado dela
A segunda série mais vista da Netflix nesta sexta-feira (5) é A Testemunha (The Witness), atrás apenas do documentário Michael Jackson – O Veredito. A produção, com Jordan Bolger e Max Fincham liderando o elenco, tem apenas três episódios e conta uma história real de grande repercussão no Reino Unido nos anos 1990.
Em 1992, Rachel Nickell foi assassinada em plena luz do dia no Wimbledon Common, em Londres. Seu filho de dois anos, Alex, estava ao lado dela. Esse crime brutal mudou para sempre a vida do pai de Alex, André Hanscombe, que da noite para o dia se tornou o único responsável por um menino que tinha visto o que nenhuma criança deveria ver.
Alex e André atuaram como consultores da série. Veja, abaixo, uma imagem de pai e filho nos bastidores da produção da Netflix.
Alex Hanscombe (à esq.) e André Hanscombe nos bastidores de A Testemunha
(Foto: Rekha Garton/Netflix)
“Já demos entrevistas antes, e outros programas foram feitos sobre o assunto, mas, com as melhores intenções, eles apenas arranharam a superfície”, diz Alex Hanscombe, o filho, sobre a produção da série dramática e do documentário que a acompanha, O Assassinato de Rachel Nickell.
“Acreditamos que a vida é uma batalha entre o bem e o mal, e que, embora o mal seja real, o poder do bem é sempre maior, e algo positivo pode surgir da dor e do sofrimento de todos. Queríamos homenagear o poder curativo do amor, da esperança e da fé em nossas vidas, e a importância de nunca desistir”, explicou ele.
Assista ao trailer de A Testemunha:
Em 2008, o jornal inglês The Guardian fez uma linha do tempo para destacar os principais acontecimentos do caso:
Depois do julgamento de 2008, Napper foi ligado a mais de 70 estupros e outros crimes sexuais. Na época de sua sentença de prisão perpétua, Napper já estava internado no hospital psiquiátrico de alta segurança de Broadmoor por ter confessado os assassinatos de Samantha e Jazmine Bisset, em 1993. Durante sua prisão e detenção, descobriu-se que Napper sofria de doença mental grave, incluindo esquizofrenia paranoide.
Rachel Cerfontyne, chefe de uma comissão que funcionava como a Corregedoria da Polícia no Inglaterra, assumiu a responsabilidade pelos erros da instituição e pediu desculpas a todas as vítimas de Napper e suas famílias. “A polícia não investigou suficientemente o caso depois que a mãe de Napper ligou para a polícia para relatar que ele havia confessado ter estuprado uma mulher e, inacreditavelmente, eles eliminaram Napper das investigações sobre os estupros porque ele tinha mais de 1,80 metro de altura”, disse ela em um comunicado.
Agora com mais de 60 anos, Napper permanece detido em Broadmoor.
À esquerda, foto da Rachel Nickell real; à direita, a atriz Eleanor Williams em cena de A Testemunha
(Foto: Reprodução e Divulgação/Netflix)
Juntamente com a série A Testemunha, a Netflix também lançou o documentário O Assassinato de Rachel Nickell, em formato de filme, 1 hora e 36 minutos de duração. Alex e André Hanscombe também são colaboradores da produção. “As pessoas reagem de forma diferente a dramas e documentários, então vimos isso como uma oportunidade de alcançar mais pessoas com a nossa história e, com sorte, fazer a diferença”, diz Alex.
“Infelizmente, mesmo com as melhores intenções do mundo, nossa experiência com a mídia muitas vezes se mostrou que a pessoa do outro lado da mesa não conseguia enxergar as coisas do nosso ponto de vista. Frequentemente, tivemos dificuldade em concordar sobre o que é importante e em transmitir essa mensagem de uma forma que nos parecesse autêntica”, explicou o filho de Rachel.
A sinopse do documentário é a seguinte: “O Assassinato de Rachel Nickell conta a história de uma jovem mãe assassinada em plena luz do dia em Wimbledon Common, Londres, em 1992, deixando seu filho de dois anos como única testemunha. Explorando os chocantes eventos reais por trás da série dramática A Testemunha, este envolvente documentário da diretora Lucy Bowden, indicada ao Bafta, examina a notória investigação policial que se seguiu, que durou anos. Com imagens de arquivo exclusivas, relatos em primeira mão de familiares e análises de renomados especialistas forenses, o filme revela como uma investigação falha e amplamente divulgada levou à condenação do homem errado, antes que uma descoberta surpreendente reacendesse a luta da família por justiça mais de uma década depois”.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
Ver mais conteúdos de Vinícius AndradeTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
Ainda não tem uma conta?
Só o que vale o play
Toda sexta-feira, no seu e-mail, as melhores dicas de filmes e séries para ver em casa