(Foto: Netflix/Divulgação)
Ficção científica estrelada por Wagner Moura e Greta Lee transforma um fenômeno inexplicável em uma luta pela sobrevivência
A Última Casa coloca uma família diante de uma situação aparentemente impossível: de uma hora para outra, ninguém consegue sair da própria residência. O filme de ficção científica da Netflix começa sem explicar o que provocou o fenômeno, mas entrega respostas ao longo da história e, principalmente, em seu desfecho.
Na trama, Ann (Greta Lee) e Jason (Wagner Moura) vivem com os filhos Graham (Noah Alexander Sosnowski) e Ruth (Riley Chung). Em um dia inesperadamente chuvoso, eles descobrem que portas e janelas estão completamente bloqueadas. Nem mesmo quebrá-las é uma opção, já que uma espécie de barreira formada por água impede qualquer tentativa de fuga.
[Atenção: este texto contém spoilers de A Última Casa]
Com o passar das semanas, fica evidente que o problema não está restrito à residência dos protagonistas. Os vizinhos também foram isolados, enquanto o mundo exterior se torna cada vez mais perigoso. Uma mulher que estava correndo quando as casas foram seladas chega a alertar que todos estão mortos e que não haverá ajuda, antes de ser capturada por criaturas.
A situação ajuda a revelar a resposta para o grande mistério. Criaturas passam a aparecer durante as chuvas e atacam quando percebem a presença de pessoas dentro das casas. Cinco anos depois, o bairro está tomado pela vegetação e a residência da família foi transformada praticamente em uma fazenda, enquanto todos continuam impossibilitados de sair.
Wagner Moura em cena de A Última Casa
(Foto: Chris Baker/Netflix)
O filme sugere inicialmente que as criaturas poderiam ser alienígenas, mas a descoberta de água salgada muda essa interpretação. Ruth percebe que a substância associada aos monstros é salgada, reforçando a teoria de que eles vieram das profundezas do oceano, e não do espaço.
A barreira que mantém a família dentro de casa funciona, portanto, como parte desse fenômeno provocado pelas criaturas e pela água. Quando uma delas finalmente consegue abrir a residência durante uma tempestade, fica claro que os monstros possuem controle sobre o elemento que impede os humanos de escapar. A família só encontra uma possível saída depois de descobrir uma passagem pelo esgoto, que conecta as casas da vizinhança.
No confronto final, a casa é inundada e uma das criaturas acaba presa. Jason decide libertá-la em vez de matá-la, e o gesto é retribuído: o monstro permite que a família saia e ainda afasta as outras criaturas. Do lado de fora, eles descobrem a dimensão da transformação. Seattle está praticamente submersa, com a Space Needle quase completamente debaixo d’água.
A Última Casa termina sem explicar cada detalhe da origem das criaturas, mas deixa claro que os humanos agora precisam dividir um planeta profundamente transformado com elas. Já em um barco, a família tenta descobrir se existem outros sobreviventes pelo rádio e recebe um “olá?” como resposta, encerrando o filme com a confirmação de que eles não estão sozinhos.
A Última Casa já está disponível na plataforma de streaming. Assista abaixo ao trailer:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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