(Foto: Paramount/Divulgação)
Anna Faris, Regina Hall, Marlon Wayans e Shawn Wayans retornam à franquia de comédia
A franquia de paródia de terror que marcou os anos 2000 está de volta. Todo Mundo em Pânico 6 chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (4), quebrando um hiato de 13 anos desde o último lançamento da saga. O grande atrativo é o retorno dos irmãos Marlon, Shawn, Keenen Ivory e Craig Wayans na liderança do projeto, marcando o reencontro dos criadores originais com a marca.
Sob a direção de Michael Tiddes, a trama adota o formato de um reboot sequencial, trazendo de volta os personagens clássicos Cindy Campbell (Anna Faris), Brenda Meeks (Regina Hall), Shorty (Marlon Wayans) e Ray Wilkins (Shawn Wayans). Na história, 26 anos após os eventos do primeiro filme, o grupo se vê novamente na mira do assassino mascarado Ghostface, que agora persegue a nova geração de filhos dos protagonistas.
Financiado pela Miramax com um orçamento de US$ 30 milhões (R$ 152,40 milhões), o longa chega aos cinemas cercado por um sentimento de nostalgia e cercado de grandes expectativas comerciais. As projeções iniciais indicam que a produção deve arrecadar cerca de US$ 40 milhões (R$ 203,20 milhões) a US$ 45 milhões (R$ 228,60 milhões) somente nos Estados Unidos, com potencial de alcançar US$ 70 milhões (R$ 355,60 milhões) globalmente no primeiro fim de semana.
Esse é um tipo de filme que não é feito para crítica gostar e, de fato, os especialistas não aprovaram o retorno de Todo Mundo em Pânico. No agregador de críticas Rotten Tomatoes, o filme está com apenas 34% de aprovação por parte da imprensa especializada. Veja a porcentagem de todos os filmes da franquia:
Marlon Wayans em cena de Todo Mundo em Pânico
Foto: Divulgação/Paris Filmes
Os textos apontam que, embora existam piadas isoladas que funcionem, o formato geral da sátira de 2026 parece datado e sem o mesmo vigor do passado.
O crítico da Variety argumentou que a produção se tornou uma festa satírica excessivamente pesada e que o excesso de metalinguagem acabou deixando o resultado final sem graça. A publicação ressaltou que a maioria das piadas soa mais forçada do que inspirada, e que o roteiro se prendeu demais à paródia da franquia Pânico em vez de explorar de forma mais profunda os novos rumos do cinema de horror contemporâneo.
Na análise do The Hollywood Reporter, o veredito foi que a franquia deveria ter continuado morta. O veículo destacou que os atores foram reduzidos a meras máquinas de contar piadas dentro de um enredo sem sentido. A análise também criticou as tentativas do filme de ironizar o politicamente correto e a cultura do cancelamento, considerando que as piadas falham em ser genuinamente engraçadas.
O portal Collider teve uma visão um pouco mais equilibrada, definindo o longa como uma reunião boba com velhos amigos. O texto elogiou a dedicação do elenco, enfatizando que Anna Faris e Regina Hall continuam sendo as armas secretas da franquia e entregam os momentos mais engraçados da produção. Contudo, o site ponderou que, fora as ótimas esquetes focadas nos sucessos Corra! e A Substância, as demais piadas são amplamente esquecíveis e dependem demais de truques antigos.
O Deadline descreveu Todo Mundo em Pânico 6 como uma sátira previsível e sem ritmo, onde os criadores simplesmente jogaram ideias cansadas na parede para ver o que funcionava. O site mencionou que o filme perdeu grandes oportunidades para construir comentários satíricos realmente relevantes e que as piadas parecem tão velhas quanto o próprio tempo de ausência dos irmãos Wayans na franquia.
Assista ao trailer:
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