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Kiri (Sigourney Weaver) na franquia Avatar

(Foto: Divulgação/Disney)

Opinião

Avatar ainda tem fôlego para mais uma década e o novo filme prova isso

A saga deixa de ser apenas uma história sobre colonização e resistência e passa a discutir pertencimento, identidade e transformação

Victor Cierro
Victor Cierro

A franquia Avatar está longe de se esgotar. Fogo e Cinzas deixa claro que James Cameron ainda tem um plano ambicioso para Pandora, especialmente ao olhar para o futuro da saga. Com Avatar 4 e Avatar 5 previstos para chegar aos cinemas em 2029 e 2031, o terceiro filme funciona como uma peça de transição que amplia o universo e reforça que ainda há muito território narrativo a ser explorado.

A cena final de Fogo e Cinzas é essencial para entender esse caminho. Ao revelar a vastidão de Pandora e sugerir a existência de inúmeros clãs além dos já conhecidos, o filme expande o escopo da franquia de forma orgânica. Não se trata apenas de novos cenários, mas de culturas, conflitos e tradições que podem sustentar histórias independentes nos próximos capítulos.

Esse crescimento do universo acontece em paralelo a uma mudança de foco narrativa. Jake Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña) seguem importantes, mas já não parecem indispensáveis para manter a saga viva. Cameron usa o tempo de tela para aprofundar personagens mais jovens, preparando o público para uma transição gradual que evita rupturas bruscas.

Spider (Jack Champion) em cena de Avatar

Spider (Jack Champion) na franquia Avatar

(Foto: Divulgação/Disney)

O futuro de Avatar em Pandora

Kiri (Sigourney Weaver) se torna peça central desse futuro. O filme revela que ela não possui pai biológico e nasceu como um clone do avatar Na’vi da doutora Grace Augustine. Mais do que uma curiosidade genética, essa origem reforça a conexão única da personagem com Ewya e com o próprio equilíbrio de Pandora.

Suas habilidades seguem envoltas em mistério. Kiri é capaz de se comunicar diretamente com Ewya e de manipular a energia vital do planeta de formas que ainda não foram totalmente explicadas. Ao salvar Spider (Jack Champion) por meio de um ritual que o conecta à flora de Pandora e o permite respirar sem máscara, a personagem redefine os limites entre humano e Na’vi.

Esse momento simboliza bem o futuro da franquia. Avatar deixa de ser apenas uma história sobre colonização e resistência e passa a discutir pertencimento, identidade e transformação. Com um universo cada vez maior e personagens prontos para assumir o protagonismo, Fogo e Cinzas prova que a saga tem fôlego não apenas para continuar, mas para se reinventar ao longo da próxima década.

Assista abaixo ao trailer do novo Avatar:

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Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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