FILMES E SÉRIES

Jaafar Jackson em cena de Michael, destaque de bilheteria em maio de 2026

(Foto: Divulgação/Lionsgate)

Análise

Bilheteria de 2026 prova que Hollywood já não depende mais da Marvel

A indústria conseguiu atingir um de seus marcos mais importantes sem depender da principal marca de super-heróis do cinema

Victor Cierro
Victor Cierro

Durante mais de uma década, parecia impossível imaginar um grande recorde de bilheteria sem a participação da Marvel. Os maiores meses da história dos cinemas foram impulsionados por filmes do estúdio, especialmente durante os anos de lançamento dos Vingadores. No entanto, 2026 acabou de mostrar que esse cenário pode estar mudando.

Pela primeira vez na história, o mercado norte-americano ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) em arrecadação durante o mês de maio sem contar com nenhum filme da Marvel liderando as vendas de ingressos. O resultado foi apontado como um marco inédito para a indústria cinematográfica.

O feito ganha ainda mais relevância, porque maio sempre foi considerado um dos períodos mais associados aos lançamentos dos super-heróis. Desde 2009, todos os meses de maio que superaram a barreira do bilhão de dólares tiveram algum longa ligado à editora entre os principais responsáveis pelo desempenho, incluindo produções do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), filmes dos X-Men e até títulos do Homem-Aranha.

Inicialmente, havia expectativa de que Vingadores: Doutor Destino ocupasse a tradicional janela de lançamento do estúdio no início do verão norte-americano. No entanto, a Disney adiou o filme para dezembro, abrindo espaço para outras produções assumirem o protagonismo nas bilheterias.

Robert Downey Jr. nos bastidores de Vingadores: Doutor Destino, filme da Marvel

Robert Downey Jr. nos bastidores de Vingadores: Doutor Destino

(Foto: Divulgação/Marvel)

Bilheteria tem novos líderes

Quem liderou o período foi a cinebiografia de Michael Jackson (1958-2009), que arrecadou US$ 210 milhões (R$ 1 bilhão) apenas nos Estados Unidos. Outro destaque foi O Diabo Veste Prada 2, que somou US$ 209 milhões (R$ 1 bilhão) no mercado doméstico. Mesmo sem a Marvel, os cinemas encontraram alternativas capazes de atrair grandes públicos.

As maiores surpresas vieram de produções que poucos apontavam como fenômenos antes da estreia. Obsessão transformou um lançamento modesto em um sucesso impulsionado pelo boca a boca, enquanto Backrooms estreou com US$ 81 milhões (R$ 407 milhões) nos Estados Unidos e registrou a maior abertura da história da A24. O terror ainda conquistou a quarta maior estreia do gênero já registrada no país.

O resultado reforça uma tendência que vem aparecendo ao longo de 2026. Além das grandes franquias, filmes originais e projetos fora dos universos compartilhados estão encontrando espaço para competir em igualdade com as produções mais tradicionais de Hollywood. Pela primeira vez em muitos anos, a indústria conseguiu atingir um de seus marcos mais importantes sem depender da principal marca de super-heróis do cinema.

O próximo filme da Marvel, Homem-Aranha: Um Novo Dia, estreia em 30 de julho nos cinemas. Assista abaixo ao trailer:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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