(Foto: Divulgação/Lionsgate)
Caso consiga manter o ritmo, o filme pode não apenas dominar o momento, mas reescrever a história das cinebiografias nos cinemas
Michael chegou aos cinemas com números que mudaram completamente o cenário das cinebiografias musicais em Hollywood. A produção sobre Michael Jackson (1958-2009) abriu com impressionantes US$ 218 milhões (R$ 1 bilhão) no mundo, superando com folga as projeções iniciais e se colocando imediatamente como um dos maiores fenômenos recentes do gênero.
O resultado surpreende ainda mais ao considerar a recepção dividida da crítica. Enquanto parte dos especialistas reagiu de forma negativa, o público abraçou o longa, impulsionando a estreia muito acima das expectativas do mercado. Nos Estados Unidos, foram US$ 97 milhões (R$ 483 milhões), com outros US$ 121 milhões (R$ 603 milhões) vindos do mercado internacional.
O impacto foi imediato dentro da indústria. O longa já superou o próprio orçamento em poucos dias e registrou a maior abertura de uma cinebiografia musical da história, deixando para trás Straight Outta Compton (2015). O desempenho também marca o melhor fim de semana de estreia da Lionsgate em mais de uma década.
Agora, o foco muda para um objetivo ainda maior. Bohemian Rhapsody (2018), que arrecadou mais de US$ 910 milhões (R$ 4,5 bilhões) globalmente, segue como a maior cinebiografia musical de todos os tempos. No entanto, Michael já está a apenas um quarto desse total poucos dias após a estreia, um ritmo que coloca o recorde sob ameaça real.
Jaafar Jackson em cena de Michael
(Foto: Divulgação/Lionsgate)
Para alcançar o topo, o filme ainda precisa de uma longa trajetória nos cinemas. A produção teria que multiplicar sua arrecadação inicial e manter força ao longo das próximas semanas, especialmente diante da concorrência do período de verão, como O Diabo Veste Prada 2. Ainda assim, os sinais são positivos, com forte aprovação do público e expectativa de boa sustentação nas bilheterias.
Se mantiver o desempenho, o longa pode ir além do recorde musical. O objetivo mais ambicioso seria ultrapassar Oppenheimer (2023), atual maior cinebiografia da história com cerca de US$ 975 milhões (R$ 4,8 bilhões) arrecadados. Embora esse cenário ainda pareça distante, o início explosivo coloca Michael em uma posição privilegiada para sonhar alto.
O verdadeiro teste começa agora. Mais do que uma estreia forte, o sucesso definitivo dependerá da capacidade do filme de continuar atraindo público nas próximas semanas. Caso consiga manter o ritmo, Michael pode não apenas dominar o momento, mas reescrever a história das cinebiografias nos cinemas.
No Rotten Tomatoes, Michael alcançou 97% de aprovação do público, mas apenas 39% da crítica especializada. Assista abaixo ao trailer do filme:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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