(Foto: Divulgação/Marvel)
A Disney conseguiu emplacar os maiores sucessos do ano, graças às suas diferentes franquias
Olhar para as maiores bilheterias mundiais de 2016 é quase abrir uma cápsula do tempo de Hollywood. O ano foi dominado por continuações, adaptações e grandes propriedades intelectuais, mas ainda havia espaço para animações originais, spin-offs e apostas que conversavam com públicos diferentes. O resultado foi um Top 10 que parece familiar, mas funciona de outro jeito quando visto dez anos depois.
No topo ficou Capitão América: Guerra Civil, que arrecadou mais de US$ 1,15 bilhão (R$ 5,77 bilhões) no mundo. O dado chama atenção não apenas pela liderança da Marvel, mas porque hoje o valor parece até modesto diante da era pós-pandemia, em que sucessos gigantes frequentemente entram na conversa dos US$ 2 bilhões (R$ 10 bilhões). Em 2016, porém, ultrapassar a marca do bilhão ainda era tratado como um acontecimento.
Logo atrás apareceu Rogue One: Uma História Star Wars, seguido por Procurando Dory e Zootopia. O detalhe curioso é que o ranking mostra uma indústria muito mais aberta para animações dominarem o mercado global. Hoje, apesar de ainda renderem grandes números, elas costumam dividir mais espaço com filmes de super-heróis, terror e eventos cinematográficos pontuais.
Procurando Dory entrou para a história do cinema
(Foto: Divulgação/Pixar)
Outro ponto que chama atenção é a força da Disney. Além de liderar com Marvel e Star Wars, o estúdio ainda colocou no Top 10 Mogli: O Menino Lobo, Zootopia e Procurando Dory. O domínio foi tão grande que praticamente definiu o padrão que Hollywood tentaria repetir nos anos seguintes: investir em franquias reconhecidas, live actions e propriedades já consolidadas.
Ao mesmo tempo, 2016 também registrou fenômenos que hoje parecem mais raros. Deadpool virou um sucesso inesperado para um filme com classificação adulta, enquanto Esquadrão Suicida e Batman vs Superman: A Origem da Justiça provaram que a DC ainda conseguia transformar curiosidade em números gigantes mesmo dividindo opiniões.
Talvez o aspecto mais curioso desse ranking seja perceber que quase todos os títulos foram pensados para ocupar salas de cinema como grandes eventos coletivos. Em um cenário atual marcado por lançamentos híbridos, janelas menores e o peso do streaming, o Top 10 de 2016 funciona como retrato de um momento em que ir ao cinema ainda era, para muita gente, o principal acontecimento do entretenimento.
Margot Robbie em Esquadrão Suicida
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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