(Foto: Dark Horse/Divulgação)
Entenda os detalhes da cinebiografia de Bolsonaro estrelada por Jim Caviezel e a polêmica envolvendo o financiamento da obra
Um filme virou o assunto mais comentado do Brasil nas últimas horas. O tema principal do debate do momento não é a trama, a data de lançamento ou o elenco, mas sim o financiamento da obra, que é chamada de Dark Horse e tem como proposta ser uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Neste texto, a Tangerina explica que filme é esse e por que ganhou as manchetes.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República, admitiu ter mantido contato por quase um ano com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, período durante o qual articulou um apoio de US$ 24 milhões (na ocasião, o equivalente a R$ 134 milhões) para a realização de um filme sobre a vida de seu pai. No total, Vorcaro teria repassado US$ 10,6 milhões (cerca de R$ 61 milhões na ocasião) para custear o longa sobre Jair Bolsonaro, entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações.
O caso foi revelado na quarta-feira (13), em uma reportagem do portal The Intercept Brasil. Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou o pedido de recurso e a relação com Vorcaro, mas destacou tratar-se de uma questão privada. O banqueiro, acusado de fraudes financeiras, está preso na Superintendência da PF em Brasília e negocia um possível acordo de delação premiada (com informações da Agência Brasil).
A sinopse de Dark Horse, que significa Azarão em português, é a seguinte: “Inspirado em fatos reais, Dark Horse acompanha Jair Bolsonaro, um político controverso que ascende da posição de capitão do exército a líder populista favorito na corrida presidencial em um Brasil profundamente polarizado, mas que enfrenta um plano mortal de assassinato que transforma sua luta contra um sistema corrupto em uma batalha pela sobrevivência, pela verdade e pela alma de uma nação”.
O diretor responsável pelo filme, Cyrus Nowrasteh (de O Tesouro de Sarah, Depois do Atentado e O Jovem Messias), concedeu uma entrevista ao site norte-americano Deadline em abril para falar sobre Dark Horse. O cineasta descreve o projeto não apenas como um retrato biográfico, mas como um suspense político tenso que aborda temas como poder, mídia e fé sob ataque.
O elenco é encabeçado por Jim Caviezel, ator conhecido por interpretar Jesus em A Paixão de Cristo (2004) e que agora assume o papel de Jair Bolsonaro. Além dele, o filme conta com Esai Morales (Missão: Impossível – O Acerto Final), Lynn Collins (The Walking Dead) e Jeffrey Vincent Parise. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é interpretada pela atriz Camille Guaty.
O roteiro foi escrito por Cyrus Nowrasteh em parceria com Mark Nowrasteh, com base em um argumento original de Mario Frias, ex-secretário da Cultura de Bolsonaro e produtor executivo do longa.
O Deadline entrevistou o diretor antes dos aúdios de Flavio Bolsonaro serem revelados, mas os cineastas por trás de Dark Horse esperam repetir o sucesso de bilheteria de Som da Liberdade, de 2023. Estrelado também por Caviezel, o filme sobre tráfico infantil com temática religiosa arrecadou US$ 184 milhões nos Estados Unidos e também foi bem no mercado internacional, especialmente no Brasil, onde gerou uma bilheteria estimada em US$ 10 milhões. A produção de Dark Horse busca repetir esse sucesso de público ao tocar em questões que dividem as guerras culturais contemporâneas.
Ainda não existe uma data oficial de estreia para Dark Horse. Embora o ator Jim Caviezel tenha mencionado em suas redes sociais a data de 11 de setembro de 2026, o site Deadline esclareceu que o projeto ainda não tem distribuidora definida e os produtores estão em busca de empresas interessadas na comercialização e exibição da obra.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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