(Foto: Divulgação/DC Studios)
Os próximos projetos reforçam essa perspectiva, especialmente quando comparados ao início da rival nas telonas
A história do cinema de super-heróis mostra que o sucesso de um universo compartilhado raramente começa perfeito. Hoje, a Marvel é vista como o padrão de excelência do gênero, mas seu próprio início esteve longe de ser uma sequência impecável. Antes de se tornar o maior fenômeno comercial da indústria, o estúdio construiu sua base com uma mistura irregular de acertos, tropeços e apostas arriscadas.
O primeiro passo foi Homem de Ferro (2008), que não apenas apresentou Tony Stark (Robert Downey Jr.), mas redefiniu o tom moderno dos filmes de super-heróis. Com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes, o longa combinou carisma, ação e uma origem convincente, estabelecendo um padrão alto logo na estreia. Foi o tipo de início que poucas franquias conseguem repetir.
Mas a consistência não veio imediatamente. O Incrível Hulk (2008), estrelado por Bruce Banner (Edward Norton), teve recepção morna, com 68% de aprovação, e nunca encontrou o mesmo impacto cultural. Apesar de apresentar elementos importantes, como o General Ross (William Hurt) e o Abominável (Tim Roth), o filme foi rapidamente deixado de lado dentro da própria narrativa do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel).
Thor (2011) também enfrentou limitações claras. Embora tenha apresentado o deus do trovão vivido por Chris Hemsworth e Loki (Tom Hiddleston), o longa foi recebido como um capítulo funcional, mas sem grande brilho criativo. A aprovação de 77% refletiu um projeto sólido, mas distante do potencial que o personagem demonstraria anos depois.
Chris Hemsworth em cena de Thor
(Foto: Divulgação/Marvel Studios)
Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) conseguiu um resultado mais equilibrado. Com 80% de aprovação, o filme estabeleceu Steve Rogers (Chris Evans) como o coração moral do universo, mas ainda era apenas uma peça preparatória. Sua importância seria muito maior em retrospecto do que no impacto imediato.
Foi apenas com Os Vingadores (2012) que a Marvel provou sua força definitiva. Com 91% de aprovação e enorme sucesso comercial, o filme reuniu Tony Stark (Robert Downey Jr.), Steve Rogers (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Bruce Banner (Mark Ruffalo), Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) e Clint Barton (Jeremy Renner) em um evento que redefiniu o cinema blockbuster. O projeto transformou uma base irregular em uma máquina dominante.
Elenco de Os Vingadores
(Foto: Divulgação/Marvel Studios)
Agora, a DC parece estar em um momento semelhante, mas com uma vantagem importante: um começo potencialmente mais forte. Superman (2025) já demonstrou que o novo universo pode atingir um nível elevado desde o primeiro capítulo, oferecendo um ponto de partida mais sólido do que a maioria dos primeiros filmes da Marvel. O filme alcançou 83% de aprovação da crítica e 90% do público no Rotten Tomatoes.
Os próximos projetos reforçam essa perspectiva. Supergirl surge como uma das apostas mais promissoras, com potencial para expandir o universo com uma nova protagonista forte. Lanternas também representa uma oportunidade estratégica, especialmente por explorar um lado mais cósmico e ambicioso da mitologia da DC, apesar de estar limitado ao streaming.
Mas é Man of Tomorrow que simboliza o maior trunfo. O projeto, que é basicamente uma continuaçao de Superman, carrega potencial gigantesco para redefinir o escopo do universo compartilhado e criar uma narrativa com escala comparável aos maiores eventos da Marvel, possivelmente em um estágio muito mais inicial.
A Marvel provou que um universo pode crescer mesmo com um começo inconsistente. A DC, por outro lado, tem a chance de começar forte e evoluir ainda mais rápido. Se os próximos filmes cumprirem suas promessas, o estúdio pode não apenas alcançar sua rival, mas superar o maior império de super-heróis já criado no cinema.
Supergirl estreia em 25 de junho nos cinemas. Assista abaixo ao trailer do filme:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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