Foto: Reprodução/Universal
Alguns filmes construíram personagens femininas tão fortes a ponto de parecerem as verdadeiras protagonistas
A representatividade tem sido um requisito cada vez mais importante no universo cinematográfico, mas muitos filmes ainda pecam ao produzirem personagens femininas dentro de um estereótipo vezes frágil, vezes fútil. É exatamente por isso que muitas personagens femininas fora desse padrão acabam roubando a cena a ponto de parecerem as reais protagonistas.
No Dia Internacional da Mulher, no qual celebramos principalmente a força de sermos mulheres, relembre cinco personagens que nos representaram fielmente nos cinemas e entraram para a história.
Emma Watson em Harry Potter. Foto: Reprodução/Warner Bros.
Emma Watson em Harry Potter. Foto: Reprodução/Warner Bros.
É impossível pensarmos em uma lista de personagens femininas que roubaram a cena sem incluir Hermione Granger, da saga Harry Potter, interpretada brilhantemente por Emma Watson entre 2001 e 2011. Hermione tem uma combinação perfeita de intelecto, coragem, lealdade e forte senso de justiça, de forma que o próprio Harry Potter (Daniel Radcliffe) não teria tido êxito sem o apoio da mesma —e isso é bastante claro tanto nos livros, quanto nos filmes.
Naomi Scott em Aladdin. Foto: Reprodução/Disney
Naomi Scott em Aladdin. Foto: Reprodução/Disney
A adaptação do desenho de Aladdin para o live action trouxe um grande destaque para Jasmine (Naomi Scott); ela foi de uma princesa mimada que recusa um casamento arranjado para uma líder que se importa verdadeiramente com seu povo, a ponto de bater de frente com as leis que diziam que mulheres não poderiam governar um país e, por isso, deveriam aceitar casamentos estratégicos. Ao mesmo tempo em que descobre a paixão com Aladdin (Mena Massoud), Jasmine luta para se fazer ser ouvida.
Ana de Armas em 007: Sem Tempo Para Morrer. Foto: Reprodução/Universal
Ana de Armas em 007: Sem Tempo Para Morrer. Foto: Reprodução/Universal
Ana de Armas revolucionou a tradição da franquia 007 ao quebrar os padrões de uma mocinha com Paloma. Em vez de ser mais uma donzela em apuros, a personagem é uma agente extremamente qualificada, apresentando habilidade com armas e artes marciais e dispensando a necessidade de ser protegida por James Bond (Daniel Craig), além de não entrar no clichê da sedução como moeda de troca, mesmo construindo uma personagem absolutamente sexy.
Lupita Nyong'o em 12 Anos de Escravidão. Foto: Repodução/Fox Century
Lupita Nyong'o em 12 Anos de Escravidão. Foto: Repodução/Fox Century
Em 12 Anos de Escravidão (2013), Lupita Nyong’o roubou a cena ao driblar um sistema desenhado para quebrar a humanidade de sua personagem. Com resistência física e emocional inabalável, mesmo diante de um sofrimento que parecia nunca ter fim, Patsy se tornou a representação da resiliência de mulheres escravizadas que sobreviveram a abusos múltiplos e contínuos. O papel rendeu a Lupita o Oscar da categoria Melhor Atriz Coadjuvante em 2014, mas ela poderia, claramente, ter sustentado o papel de protagonista.
Elizabeth Olsen em Capitão América: Guerra Civil. Foto: Reprodução/Disney
Elizabeth Olsen em Capitão América: Guerra Civil. Foto: Reprodução/Disney
Elizabeth Olsen roubou a cena com a introdução de Wanda no universo cinematográfico da Marvel, mesmo em um filme cheio de heróis já muito populares, como o próprio Capitão América (Chris Evans) e o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.). A personagem já havia aparecido nas cenas pós-créditos de Capitão América: O Soldado Invernal (2014), mas foi em Guerra Civil (2016) que ela deu uma pequena demonstração de seu poder destrutivo elevado, já causando grandes impactos e se destacando por isso.
Paola Zanon
Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news
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