(Foto: Divulgação/Marvel Studios)
O crossover de 2026 tem potencial para ser um dos melhores filmes da franquia da Marvel
Os primeiros teasers de Vingadores: Doutor Destino já estão circulando nas redes e reacenderam o hype em torno do próximo grande evento do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), marcado para estrear apenas em dezembro. Mesmo faltando quase um ano para o lançamento, a repercussão online indica que o público está disposto a apostar novamente nos Heróis Mais Poderosos da Terra, depois de uma fase marcada por altos e baixos na franquia.
A expectativa é grande porque o novo filme carrega a promessa de um crossover ainda mais ambicioso do que tudo o que a Marvel já apresentou até agora. A comparação inevitável é com Vingadores: Ultimato, lançado em 2019 e responsável por encerrar uma era do estúdio nos cinemas. Mas, olhando para trás, nem todos os filmes dos Vingadores entregaram o mesmo nível de impacto, tensão e envolvimento emocional.
Antes de Doutor Destino chegar aos cinemas, vale revisitar no Disney+ como cada filme dos Vingadores se saiu quando o assunto é emoção, escala e poder de marcar época. Do menos empolgante ao mais eletrizante, esse é o ranking que ajuda a entender por que Ultimato virou um fenômeno e por que superá-lo é uma missão tão difícil.
Apesar de reunir novamente os principais heróis do MCU, Era de Ultron costuma aparecer no fim de qualquer ranking da equipe. A trama gira em torno da ameaça criada por Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Bruce Banner (Mark Ruffalo), mas sofre com ritmo irregular, subtramas confusas e cenas de ação pouco memoráveis. Ultron (James Spader) funciona como vilão, mas os conflitos raramente parecem realmente urgentes. Nem mesmo a morte de Pietro Maximoff (Aaron Taylor-Johnson) gera o impacto esperado, reforçando a sensação de que o filme entrega mais espetáculo visual do que emoção.
O primeiro encontro do grupo nos cinemas foi um marco histórico. Os Vingadores transformou o conceito de universo compartilhado em um evento cultural e redefiniu o cinema de super-heróis. A ameaça de Loki (Tom Hiddleston) é simples, direta e eficiente, culminando na icônica batalha de Nova York. O terceiro ato, com todos os heróis finalmente lutando lado a lado, ainda é lembrado como um dos momentos mais empolgantes do MCU, mesmo que o filme seja mais contido quando comparado aos capítulos seguintes.
Aqui, o MCU elevou o nível. Guerra Infinita apresenta Thanos (Josh Brolin) como um vilão dominante e impõe uma sensação constante de derrota iminente. As batalhas em Titã e Wakanda estão entre as mais intensas da franquia, mas é o desfecho que transforma o filme em algo especial. O estalo de dedos de Thanos, apagando metade do universo, chocou o público e marcou um ponto sem volta na narrativa da Marvel, tornando o longa um dos mais ousados do estúdio.
Se Guerra Infinita impressiona pela ousadia, Ultimato se consolida como o grande ápice do MCU. O filme funciona como uma despedida emocional de personagens centrais, como Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) e Tony Stark (Robert Downey Jr.), ao mesmo tempo em que entrega o crossover mais grandioso já visto no cinema. A batalha final, reunindo heróis da Terra e do espaço, virou símbolo de uma geração e consolidou Ultimato como um evento difícil de ser repetido. É esse legado que coloca Vingadores: Doutor Destino sob tanta pressão antes mesmo de seu lançamento.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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