(Foto: Divulgação)
Baseada em ameaças geológicas reais, suspense da Noruega supera produções recentes e vira o líder de audiência no streaming
A produção norueguesa A Onda lidera o Top 10 de filmes mais vistos da Netflix no Brasil nesta sexta-feira (21). Lançado em 2015, o suspense de desastre dirigido por Roar Uthaug alcançou o topo do ranking da plataforma de streaming 11 anos após sua estreia. O interesse renovado do público brasileiro colocou a obra nórdica à frente de lançamentos recentes do catálogo, demonstrando a força de títulos de sobrevivência.
O roteiro escrito por John Kare Raake e Harald Rosenlow Eeg usa como base ameaças geológicas reais que cercam os fiordes da Noruega. O país apresenta centenas de encostas montanhosas instáveis que representam riscos constantes de desmoronamento.
Historicamente, a trama faz referência ao desastre de Tafjord, que aconteceu em 7 de abril de 1934, quando um deslizamento de rochas provocou um tsunami que vitimou 40 pessoas na região. No filme, o cenário de perigo iminente é levado para a atualidade, na pequena comunidade turística de Geiranger.
Com 1 hora e 45 minutos de duração (105 minutos), A Onda acompanha Kristian Eikjord (Kristoffer Joner), um geólogo que trabalha em um centro de monitoramento local e é encarregado de supervisionar a estabilidade das montanhas próximas ao fiorde de Geiranger. Prestes a se mudar com sua família para assumir um cargo em uma companhia de petróleo em uma cidade maior, o especialista decide investigar anomalias nos sensores instalados na rocha de Akerneset.
Apesar do ceticismo de seus antigos colegas de departamento, o protagonista descobre que os cabos de medição foram danificados pelo movimento do terreno. O colapso da montanha gera uma avalanche que deságua no fiorde, provocando uma onda gigante calculada em aproximadamente 76 metros de altura. Com apenas dez minutos de antecedência para o impacto da água na vila, os moradores precisam fugir para as áreas mais altas da região.
Cena do filme nórdico A Onda
(Foto: Divulgação)
O roteiro divide os personagens principais para mostrar diferentes lados do desastre. Kristian consegue fugir de carro em direção às montanhas com a filha pequena, Julia (Edith Haagenrud-Sande). Enquanto isso, a esposa do geólogo, Idun (Ane Dahl Torp) fica presa no hotel onde trabalha. Ela tenta encontrar o filho adolescente do casal, Sondre (Jonas Hoff Oftebro), que usava fones de ouvido no subsolo do prédio na hora do alerta.
Nem todo filme que faz sucesso de audiência no Top 10 da Netflix é bem avaliado pela crítica. A Onda, no entanto, tem bons índices, com 83% de aprovação entre veículos especializados no Rotten Tomatoes e 65% da audiência. No IMDb, a nota é de 6,6.
Apesar de não ter conseguido uma vaga, A Onda foi escolhido como o representante da Noruega na disputa por uma vaga na categoria de Filme em Língua Estrangeira no Oscar de 2016.
Em seu país de origem, o filme vendeu mais de 830 mil ingressos e terminou como a maior bilheteria de 2015. A produção ainda recebeu os prêmios Amanda, a principal condecoração do cinema norueguês, nas categorias de melhor filme, efeitos visuais e som. Vale o play!
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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