(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
A continuação promete ser um evento cinematográfico com força suficiente para dominar o debate crítico e o interesse do público
O Batman de Robert Pattinson virou um problema real para a nova DC. Enquanto James Gunn deu os primeiros passos do DCU com Superman nos cinemas e Pacificador na HBO Max, a continuação de Matt Reeves em Gotham avança com força própria e potencial para se tornar um dos filmes mais impactantes da década, mesmo fora do universo principal.
O plano de Gunn é ambicioso e bem definido. Em 2026, a mitologia da DC continua a se expandir nos cinemas com Cara-de-Barro e Supergirl, enquanto Lanternas assume a missão de aprofundar esse novo universo no streaming. A ideia é criar uma linha narrativa coesa, algo que o estúdio falhou em fazer no passado.
O impasse começa quando o assunto é o herói mais popular da DC. James Gunn já afirmou repetidas vezes que o DCU terá seu próprio Batman, separado do personagem vivido por Robert Pattinson. Ao mesmo tempo, Matt Reeves segue desenvolvendo sua saga em um universo paralelo, com total liberdade criativa e sem qualquer ligação com o novo cânone.
Essa divisão cria um cenário delicado. Para o público casual, dois Batmans em cartaz ao mesmo tempo geram confusão. Para os fãs, as comparações são inevitáveis. E, para o novo DCU, o desafio é ainda maior, já que seu Batman terá de existir à sombra de um projeto extremamente bem-sucedido.
Robert Pattinson em cena de The Batman
(Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Lançado em 2022, The Batman foi amplamente reconhecido como um dos melhores filmes de super-heróis da história recente. Mesmo enfrentando a herança pesada da trilogia de Christian Bale e Christopher Nolan, o longa encontrou identidade própria ao apostar em um Bruce Wayne mais jovem, detetive, violento e emocionalmente instável em seus primeiros anos em Gotham.
Matt Reeves construiu um universo denso e imersivo, que dialoga com o cinema noir e com as melhores fases dos quadrinhos. Robert Pattinson entregou um Batman contido e perturbado, enquanto Gotham ganhou personalidade própria, reforçando a sensação de que aquele mundo existe além da tela.
A continuação prevista para 2027 amplia ainda mais esse potencial. Pattinson retorna como Batman e Colin Farrell reaparece como Pinguim após o enorme sucesso de sua série, considerada uma das melhores da história da HBO Max. Barry Keoghan também vai ganhar mais espaço como o Coringa. O elenco ainda se fortalece com Scarlett Johansson, cotado para viver Gilda Gold, e Sebastian Stan, escalado como Harvey Dent, futuro Duas-Caras e marido da personagem.
Diante desse cenário, o dilema da DC se torna evidente. Enquanto James Gunn tenta construir um novo Bruce Wayne para sustentar o DCU a longo prazo, Batman 2 se desenha como um evento cinematográfico com força suficiente para dominar o debate crítico e o interesse do público. Ignorar esse peso ou tratá-lo apenas como um projeto paralelo pode transformar o enorme potencial do filme em um obstáculo estratégico para toda a nova fase do estúdio.
Sebastian Stan pode ser o vilão perfeito para Robert Pattinson
(Foto: Divulgação/Marvel)
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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