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Maude Apatow em cena de Euphoria, série polêmica da HBO

(Foto: Divulgação/HBO)

Euphoria

Série polêmica da HBO tenta superar The Pitt e Game of Thrones em 2026

O apelo de Euphoria está na identificação geracional e na capacidade de gerar debate, dois elementos valiosos para o estúdio

Victor Cierro
Victor Cierro

A HBO trata Euphoria como seu principal trunfo para 2026. Após um hiato de quatro anos desde o fim da segunda temporada, a série criada por Sam Levinson retorna cercada de expectativa e já é vista internamente como um evento capaz de rivalizar, e até superar, produções de grande peso como The Pitt e Game of Thrones (2011-2019) dentro do catálogo do canal.

O trailer deixou claro que a terceira temporada não será apenas uma continuação direta. A trama aposta em um salto temporal significativo, alterando o contexto dos personagens e reconhecendo de forma explícita o envelhecimento do elenco. A mudança sinaliza uma tentativa de reposicionar a série, que deixa para trás o ambiente escolar e passa a explorar conflitos mais adultos, sem abrir mão do tom provocador que a consagrou.

Desde a estreia, Euphoria construiu sua reputação como a produção mais controversa da HBO. As representações explícitas de drogas, sexo e violência sempre dividiram opiniões, mas também ajudaram a transformar a série em um fenômeno cultural. Mesmo com as críticas recorrentes, o interesse do público segue alto, algo reforçado pelo impacto imediato do trailer nas plataformas digitais e no próprio streaming da empresa.

Maude Apatow e Zendaya em cena de Euphoria

Maude Apatow e Zendaya em cena de Euphoria

(Foto: Divulgação/HBO)

Euphoria pode dominar em 2026

O longo intervalo entre temporadas, no entanto, impõe desafios evidentes. Quatro anos fora do ar costumam esfriar o engajamento de qualquer série, ainda mais em um cenário cada vez mais competitivo. Além disso, o elenco principal hoje é formado por estrelas consolidadas, o que levanta dúvidas sobre a capacidade da produção de manter a mesma dinâmica que marcou seus primeiros anos.

Ainda assim, a HBO parece confiante de que a força da marca Euphoria fala mais alto. Diferentemente das expansões do universo de Game of Thrones, como O Cavaleiro dos Sete Reinos, a série não depende de franquias prévias nem de mundos estabelecidos. Seu apelo está na identificação geracional e na capacidade de gerar debate, dois elementos que continuam valiosos para a estratégia do canal.

Para se firmar como o maior lançamento da HBO em 2026, a nova temporada precisará ir além da polêmica pura e simples. A expectativa é que o retorno combine impacto narrativo, evolução dos personagens e relevância temática, transformando a controvérsia em combustível criativo. Se conseguir esse equilíbrio, Euphoria pode, de fato, assumir um posto acima até mesmo das produções mais tradicionais do catálogo.

Assista abaixo ao trailer de Euphoria:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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