(Foto: Divulgação/Marvel)
Guerra Civil permanece como prova de que o problema nunca foi a quantidade de personagens, mas a forma como eles são usados em cena
Há 10 anos, Capitão América: Guerra Civil (2016) se tornou um ponto fora da curva dentro do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Em um momento em que o estúdio ainda evitava inflar demais seus elencos fora dos filmes dos Vingadores, o longa dirigido pelos irmãos Russo mostrou que era possível reunir uma quantidade enorme de personagens sem transformar a história em um caos narrativo.
Mesmo não sendo oficialmente um filme dos Vingadores, Guerra Civil colocou em cena mais figuras centrais do MCU do que qualquer produção anterior da franquia. Steve Rogers (Chris Evans) continua como protagonista, mas o roteiro abre espaço real para nomes como Tony Stark (Robert Downey Jr.), Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), Visão (Paul Bettany), Sam Wilson (Anthony Mackie), Bucky Barnes (Sebastian Stan), Clint Barton (Jeremy Renner), Scott Lang (Paul Rudd) e James Rhodes (Don Cheadle), todos com funções dramáticas claras e relevantes.
O mérito do filme está em não tratar esses heróis como participações decorativas. Cada personagem tem momentos próprios, conflitos definidos e impacto direto no avanço da trama. Ainda assim, a narrativa nunca perde o foco no embate emocional entre Steve Rogers e Bucky Barnes, que funciona como o verdadeiro motor da história.
Outro acerto decisivo foi a introdução de dois personagens fundamentais para o futuro do estúdio. Homem-Aranha (Tom Holland) e Pantera Negra (Chadwick Boseman) fazem aqui suas estreias no MCU e recebem apresentações completas, mesmo em meio a um elenco lotado. Peter Parker surge com carisma, humor e uma dinâmica clara com Tony Stark, enquanto T’Challa ganha um arco dramático robusto, marcado pelo luto e pela busca por justiça.
Time do Homem de Ferro em cena de Capitão América: Guerra Civil
(Foto: Divulgação/Marvel)
O filme também foge de um dos problemas mais recorrentes da Marvel ao construir seu vilão. Helmut Zemo (Daniel Brühl) não depende de poderes ou grandes cenas de ação, mas de um plano meticuloso que explora rachaduras emocionais entre os heróis. Ao colocar os Vingadores uns contra os outros, ele se estabelece como um dos antagonistas mais eficazes da franquia.
Esse equilíbrio entre múltiplos personagens, novos heróis e um vilão bem desenvolvido acabou servindo como modelo para o futuro do MCU. Guerra Civil mostrou, na prática, como histórias grandiosas poderiam funcionar antes mesmo de Vingadores: Guerra Infinita (2018) e Ultimato (2019) levarem essa ideia ao limite.
Dez anos depois, o filme segue como referência interna da própria Marvel no Disney+. Em meio a críticas recentes sobre excesso de personagens e tramas fragmentadas, Capitão América: Guerra Civil permanece como prova de que o problema nunca foi a quantidade de heróis, mas a forma como eles são usados em cena.
Inclusive, Capitão América: Guerra Civil alcançou 90% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. Assista abaixo ao trailer do filme:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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