(Foto: A24/Divulgação)
Trama acompanha uma apresentadora de podcast que recebe arquivos anônimos paranormais
A principal estreia da HBO Max no Brasil nesta semana é uma boa novidade para os fãs do gênero de terror e suspense. Nesta sexta-feira (17), o longa Undertone, produzido pela renomada produtora A24, chega ao catálogo da plataforma de streaming. A estreia acontece após se destacar no circuito internacional de festivais e conquistar o público de diversos países, incluindo um espectador ilustre: o escritor Stephen King.
O enredo acompanha a protagonista Evy Babic (Nina Kiri), uma jovem cética que apresenta um podcast sobre fenômenos sobrenaturais durante a madrugada ao lado de seu colega Justin (Adam DiMarco). Ela se mudou temporariamente para a residência de sua mãe doente, Michèle Duquet (comatose mother), para atuar como sua cuidadora em tempo integral.
A rotina do programa de áudio muda quando o co-apresentador recebe arquivos misteriosos enviados de forma anônima. As dez faixas de áudio mostram a perturbadora experiência de um casal que está prestes a ter um bebê, revelando semelhanças assustadoras com a própria realidade de Evy. À medida que a protagonista investiga os sons contidos nas gravações, ela se vê cercada por acontecimentos inexplicáveis dentro de sua própria casa.
Dirigido pelo estreante Ian Tuason, o filme custou apenas US$ 500 mil (R$ 2,54 milhões), mas arrecadou mais de US$ 21,5 milhões (R$ 110 milhões) nas bilheterias mundiais. Assista ao trailer:
A obra conta com uma recepção mista nas plataformas de avaliação No site Rotten Tomatoes, o longa registra 73% de aprovação por parte da crítica especializada. Em contrapartida, o público em geral se mostrou mais dividido, conferindo uma pontuação de 50%. No IMDb, a nota é de 5,9/10.
Dentre os pontos positivos ressaltados pelos especialistas, o destaque vai para o excelente trabalho de sonorização, com críticos sugerindo que Undertone merece disputar o prêmio de Melhor Som na cerimônia do Oscar de 2027.
A direção também foi bastante elogiada pelo uso inteligente do espaço vazio e pelo enquadramento claustrofóbico de cenários escuros para provocar ansiedade sem apelar para sustos fáceis. Além disso, a atuação central de Nina Kiri, que praticamente carrega a história sozinha na tela, foi amplamente elogiada.
Por outro lado, o roteiro do filme recebeu críticas. Diversos analistas apontaram que o roteiro é frágil e falha ao retratar o funcionamento prático de uma gravação de podcast profissional. Outros avaliadores consideraram o desfecho pouco satisfatório e argumentaram que a obra funciona melhor como uma experiência sensorial em áudio do que como uma obra cinematográfica.
Apesar das controvérsias de roteiro, Stephen King foi um dos que manifestaram publicamente o seu apoio ao filme. O escritor descreveu o longa canadense como um pesadelo assustador e valorizou o talento de Nina Kiri para conduzir toda a tensão dramática da trama em seus ombros.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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