(Foto: Divulgação/Buena Vista)
Algumas histórias podem não ter convencido a crítica, mas conquistaram o coração do público para sempre
Treinando o Papai completa 18 anos neste domingo (28), mas foi recebido com frieza pela crítica e amarga até hoje apenas 28% de aprovação no Rotten Tomatoes. Apesar da má vontade dos especialistas, a comédia estrelada por Dwayne “The Rock” Johnson conquistou o público jovem da época e se transformou em um daqueles clássicos de infância que marcaram a geração dos anos 2000.
Na trama, The Rock interpreta Joe Kingman, um astro do futebol americano acostumado com a fama, o dinheiro e a vida de solteiro. Tudo muda quando ele descobre que tem uma filha de oito anos, Peyton (Madison Pettis), fruto de um antigo relacionamento. A chegada inesperada da menina vira sua rotina de cabeça para baixo, rendendo situações divertidas, mas também emocionantes, que mostram um lado mais humano do jogador.
Mesmo sem conquistar a crítica, o longa foi um sucesso entre famílias e crianças, principalmente por mostrar The Rock em um papel totalmente diferente do que o público estava acostumado a ver. Conhecido até então por filmes de ação, ele mostrou carisma e química com a pequena Madison Pettis, criando uma dupla que caiu nas graças dos espectadores.
Outro detalhe curioso é que esse foi o último filme em que Dwayne Johnson aceitou ser creditado como “The Rock”, nome que carregava desde a sua carreira no wrestling. Ou seja, Treinando o Papai marcou a transição definitiva do astro para o cinema, antes de ele se tornar um dos atores mais populares e bem pagos de Hollywood.
Além da importância para a carreira de The Rock, o longa também tem um valor histórico para a Disney: foi a última produção distribuída pelo selo Buena Vista Pictures, que a empresa aposentou logo depois. Um detalhe que aumenta ainda mais o peso nostálgico do título.
Hoje, Treinando o Papai está disponível no Disney+, mas de forma discreta, quase “escondida” dentro do catálogo da plataforma. Para quem cresceu assistindo à história de Joe e Peyton na Sessão da Tarde, é uma chance de revisitar um verdadeiro retrato da infância — mesmo que os críticos nunca tenham reconhecido seu charme.
Mais de 15 anos depois, o filme continua sendo lembrado não por sua aprovação baixa, mas pelo impacto emocional que deixou em uma geração inteira. Afinal, algumas histórias podem não ter convencido a crítica, mas conquistaram o coração do público para sempre.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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