(Imagem: Netflix/Divulgação)
Instinto Materno escala no Top 10 do serviço de streaming no Brasil; entenda o que Taylor Parker fez
Com 15 milhões de visualizações em apenas três dias, Instinto Materno foi o segundo filme em língua inglesa mais visto na Netflix ao redor do mundo na última semana. Lançado pelo serviço de streaming no último dia 12, o documentário ficou atrás apenas de Paixão de Escritório. A comédia romântica acumulou audiência ao longo da semana inteira, entre os dias 8 e 14 de junho, e fechou esse período com 24,6 milhões de views.
Os dados foram divulgados pela Netflix nesta terça-feira (16). Aqui no Brasil, Instinto Materno vem escalando no Top 10 e já aparece na quinta colocação. Nem todo mundo se interessa por documentários, mas a história dessa produção pode ser classificada como chocante.
Se você ainda não assistiu e não quer muitos detalhes para poder se surpreender enquanto vê, vamos te passar um resumo que consta nos materiais de divulgação. O filme acompanha a história de Taylor Parker, uma jovem que alega vir de uma família rica e que se apaixona por Wade Griffin, um caçador de porcos de uma pequena cidade do leste do Texas.
O relacionamento deles parecia perfeito e, em poucos meses, ela engravidou, exibindo orgulhosamente sua barriga nas redes sociais. Conforme a data do parto se aproximava, as dúvidas sobre a gravidez aumentaram e sua família, seu parceiro dedicado e a comunidade em geral começaram a expressar suas suspeitas. Mas quando a verdade finalmente veio à tona, as consequências foram terríveis demais para qualquer um imaginar.
Assista ao trailer de Instinto Materno, disponível na Netflix:
[ATENÇÃO: A partir daqui, o texto contém detalhes da história retratada no documentário Instinto Materno]
Logo após sua chegada à sua nova comunidade rural no leste do Texas, Taylor Parker causou uma ótima impressão nas pessoas que conheceu. Segundo ela, vinha de uma família rica, com dinheiro do petróleo proveniente das várzeas do Rio Sulphur.
Um dia, dizia, seria milionária, contando com uma vasta herança de sua avó. Mas estava envolvida em uma amarga disputa com a mãe, que, segundo ela, era um obstáculo entre ela e a fortuna.
Aqueles que conheceram Taylor disseram que ela era encantadora e tinha uma noção clara do que queria. Então, em julho de 2019, ela conheceu Wade Griffin, um caçador de porcos, em um rodeio local. Em outubro, apenas três meses depois de se conhecerem, Taylor foi morar com Wade. Ela tinha dois filhos de relacionamentos anteriores: uma filha que passava os dias da semana com eles e um filho que raramente estava por perto.
A mulher, no entanto, estava focada em construir um futuro extravagante com seu novo namorado. Quase imediatamente, os gastos começaram: carros, gado, veículos off-road, uma caminhonete de US$ 87 mil (R$ 444 mil) e uma oferta à vista de US$ 4 milhões (R$ 20 milhões) por um rancho em Oklahoma. Wade se deixou levar pela visão que ela estava pintando. “Ela simplesmente brilhava”, ele relembra no documentário.
Pouco depois de se mudarem juntos, Taylor disse a Wade que tinha quase certeza de que estava grávida. Depois de voltar de uma consulta médica com a documentação confirmando a gravidez, ela começou a mandar mensagens para os amigos para compartilhar a boa notícia.
Stephanie Ott, amiga de Connie e Wade, começou a fazer ligações discretas para clínicas e laboratórios tentando verificar o que Taylor havia lhes dito. Mas elas se depararam com as leis de privacidade de dados de saúde, e sempre que pareciam estar perto de uma resposta, Taylor tinha uma réplica pronta.
As ex-amigas de Parker de outra cidade, McKenzie “Kenzie” Bright e Abby Bell, que também são entrevistadas no documentário da Netflix, descrevem um padrão de problemas de saúde inventados que antecederam a gravidez. Taylor havia dito às amigas que tinha sido diagnosticada com esclerose múltipla, estava em tratamento contra o câncer, tinha um tumor cerebral e havia sofrido um derrame.
Kenzie e Abby se distanciaram de Taylor depois que ela ficou obcecada com a gravidez de Kenzie, querendo planejar a revelação do sexo do bebê e até pedindo para acessar o aplicativo de acompanhamento da gravidez para monitorar o progresso.
A falsa grávida não se mostrava nua para o marido por dizer que tinha vergonha das estrias causadas pela gestação. O que as pessoas em sua nova comunidade não poderiam saber era que Taylor havia feito uma histerectomia anos antes, o que tornava a gravidez impossível. Histerectomia é um procedimento cirúrgico ginecológico que consiste na remoção do útero.
Provas judiciais revelariam posteriormente as buscas online de Taylor por termos como “comprar barriga de silicone de gravidez barata”, “adoção de recém-nascidos”, “como encontrar uma mãe biológica” e “vídeo de cesariana”.
Em 9 de outubro de 2020, Taylor ligou para o serviço de emergência em uma rodovia perto de De Kalb, no Texas, alegando que acabara de dar à luz e que o bebê não estava respirando. Quando os policiais rodoviários chegaram, a encontraram realizando reanimação cardiopulmonar em um recém-nascido. Ela disse a eles que estava a caminho de encontrar o marido em um hospital em Oklahoma.
No hospital, os médicos não encontraram evidências de que Taylor tivesse dado à luz. Enquanto isso, o agente Chad Dansby, do Departamento de Investigação do Estado de Oklahoma, começou a interrogá-la à beira do leito.
Enquanto isso, a mãe de Reagan Simmons-Hancock, jovem de 21 anos que estava grávida de 35 semanas, já havia ligado para a emergência da casa da filha, onde os investigadores encontraram evidências de um ataque brutal: Reagan havia sofrido 15 facadas e 98 cortes, e seu bebê havia sido retirado à força de seu ventre.
Não. O bebê que Reagan esperava, que mais tarde recebeu o nome de Braxlynn Sage Hancock, foi declarado morto no hospital. Lá, Taylor foi presa e acusada de assassinato, e Wade foi levado para interrogatório. Um agente do Departamento de Investigação Criminal de Oklahoma contou a ele o que os investigadores haviam descoberto.
Parker acabou sendo condenada por homicídio qualificado e, um mês depois, recebeu a pena de morte. Em 2025, o Tribunal de Apelações Criminais do Texas confirmou a condenação e a sentença de Taylor Parker por homicídio qualificado. Ela continua a apresentar os recursos restantes. Atualmente, ela é a mulher mais jovem no corredor da morte no Texas.
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