(Foto: Divulgação/Netflix)
Inspirada no Innocence Project Brasil, nova produção retrata a batalha de advogados e estudantes contra falhas da Justiça
Os dramas de tribunal há muito tempo figuram entre os gêneros favoritos dos assinantes de serviços de streaming pelo mundo afora, com sucessos recentes como How to Get Away with Murder (2014-2020) e O Poder e a Lei, mas o formato ganha agora um tempero brasileiro. Com a estreia da primeira temporada de Habeas Corpus na quarta-feira (23), a Netflix dá o seu pontapé inicial em histórias jurídicas ambientadas no Brasil, focando nos dilemas éticos, nas brechas legais e nas estruturas complexas que regem os tribunais do nosso país.
Muitos espectadores ao darem play na produção logo se perguntam se a trama protagonizada por Marjorie Estiano e Any Gabrielly é baseada em acontecimentos reais. O roteiro de Habeas Corpus, no entanto, é uma obra de ficção que “bebe da fonte da realidade”.
Os personagens e a narrativa são ficcionais, embora a trama se inspire em processos reais e no trabalho do Innocence Project Brasil, organização que investiga possíveis condenações injustas e atua para revertê-las. A trajetória de Jonathan (Hypólito), jovem que afirma ter sido preso por um crime que não cometeu, foi inspirada em um processo acompanhado pela associação, mas o personagem não é um retrato da pessoa envolvida no caso de verdade.
Em vez de reproduzir passo a passo um julgamento específico já arquivado pela Justiça, o enredo foi construído a partir de pesquisas sobre a rotina forense brasileira, usando como inspiração casos de condenações injustas, erros periciais e processos de revisão criminal que frequentemente chegam aos noticiários.
O público pode esperar uma história de drama, cheia de reviravoltas e conflitos morais. A narrativa afasta os velhos clichês dos tribunais norte-americanos para valorizar as especificidades do modelo de justiça brasileiro.
No centro dos acontecimentos, um grupo de estudo universitário decide revisar um processo criminal controverso, enfrentando as engrenagens burocráticas do sistema para tentar provar a inocência de alguém já sentenciado. Além dos debates técnicos, a série de oito episódios da Netflix investe nas relações humanas marcadas por interesses velados, culpas do passado e embates familiares. Assista ao trailer:
Vladimir Brichta, Danton Mello e Natália Lage
(Fotos: Divulgação/Netflix)
Hypólito, Luiza Gabus e Pedro Roza
(Fotos: Divulgação/Netflix)
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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