(Foto: Netflix/Divulgação)
Com elenco de peso e efeitos visuais grandiosos, Atlas foi destruído pela crítica especializada, mas dominou as telas ao redor do mundo
A Netflix lançou neste mês o filme de ficção científica A Última Casa, com Wagner Moura e Greta Lee, que foi muito mal avaliado pela crítica e pelo público, mas tem feito um enorme sucesso de audiência ao redor do mundo, com 61 milhões de visualizações contabilizadas nos seus primeiros dez dias disponível no catálogo. Há dois anos, o serviço de streaming estreou um longa do mesmo gênero que seguiu exatamente esse roteiro.
Você se lembra de Atlas? É um filme de ficção científica liberado pela plataforma em maio de 2024, com Jennifer Lopez de protagonista e atores de peso compondo o elenco, como Sterling K. Brown, Simu Liu e Mark Strong.
Quando você vê os efeitos especiais do longa de duas horas de duração, é possível entender para onde foi a maior parte do orçamento estimado de US$ 100 milhões (R$ 514 milhões) –na ocasião do lançamento, a informação era que Atlas tinha sido o filme mais caro da Netflix protagonizado por uma mulher até então.
O investimento alto e o elenco de peso foram suficientes para atrair audiência. Atlas registrou 77,1 milhões de visualizações em pouco mais de um mês de exibição e entrou na lista dos mais vistos do primeiro semestre da plataforma em 2024.
Os números poderiam ter sido até mais positivos se o “boca a boca” fosse bom, o que definitivamente não foi o caso. Atlas foi odiado pela crítica, com apenas 17% de aprovação entre mais de 100 veículos especializados, e também foi mal avaliado pelo público, com 46% de aprovação. A nota no IMDb é 5,7/10, com mais de 60 mil avaliações.
Cena de Atlas
(Foto: Divulgação/Netflix)
Na trama, Jennifer Lopez interpreta Atlas Shepherd, uma analista de dados brilhante, mas antissocial e que desconfia totalmente da inteligência artificial. Ela embarca em uma missão para capturar um robô rebelde, com quem ela compartilha um passado misterioso. Mas, quando o plano não funciona, a única esperança da protagonista para salvar o futuro da humanidade será confiar na inteligência artificial.
“Assim como a maioria dos filmes da Netflix fora da temporada de premiações, Atlas é uma produção lenta e improvisada que se contenta em ser apenas razoável. O filme não revela nada de novo em uma história já bastante antiga sobre a relação instável do homem com a tecnologia. Ele não se aventura com a mesma ousadia por onde “Star Trek” já passou diversas vezes”, escreveu o crítico do New York Post.
“Atlas tem alguns elementos e momentos realmente divertidos, mas, no geral, é bastante irregular. Quando você finalmente pensa que vai melhorar, de repente mergulha em outro vazio que revela um roteiro frágil. Atlas contém muitas falhas que nem mesmo o elenco estelar consegue salvar. Em vez disso, parece que grande parte do elenco está se esforçando ao máximo para tirar o melhor proveito do roteiro, mas as atuações são apenas medianas em mais um filme de terrorismo hollywoodiano previsível”, apontou o Collider.
Por outro lado, um usuário do IMDb que gostou do filme de ficção científica da Netflix, escreveu o seguinte: “Os efeitos especiais são muito bons. Lopez se sai muito bem; ela não é invencível nem nada do tipo, usa sua inteligência em vez de força, e, junto com Adam, o robô gigante, formam uma ótima dupla. Atlas é muito melhor que Rebel Moon – Parte 2 (2024) e é um ótimo filme de ficção científica com robôs gigantes. No fim das contas, é divertido mesmo com suas duas horas de duração”.
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Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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