(Foto: 20th Century Studios/Divulgação)
Com Matt Damon de protagonista, produção lançada durante a pandemia teve bilheteria abaixo da média, mas alto índice de aprovação
Cinco anos antes de bater recordes de bilheteria como Odisseu em A Odisseia –filme de Christopher Nolan que já arrecadou mais de US$ 1,4 bilhão (R$ 7,2 bilhões) ao redor do mundo, Matt Damon foi o protagonista de outro drama épico comandado também por um diretor famoso de Hollywood: Ridley Scott.
O problema é que o filme O Último Duelo (The Last Duel), apesar de muito bem avaliado, saiu de cartaz com o status de fracasso de bilheteria. É verdade que a produção foi lançada quando o mundo começava a se recuperar da pandemia de Covid-19, em outubro de 2021. Naquele ano, apenas grandes franquias conseguiram bater a marca de US$ 500 milhões em arrecadação, como Homem-Aranha, 007 e Velozes & Furiosos.
O filme de Ridley Scott teve um orçamento de US$ 100 milhões (R$ 515 milhões), mas passou bem longe de sequer empatar na bilheteria, com apenas US$ 30,5 milhões (R$ 157 milhões) em vendas de ingressos.
Na ocasião, em entrevista a um podcast, o cineasta disse que a Disney havia feito um “trabalho de promoção fantástico”, mas citou os millennials ao tentar explicar os motivos do fracasso. “Acho que, no fim das contas, o que temos hoje são públicos que cresceram com esses malditos celulares. Os millennials não querem aprender nada a menos que seja por meio de um celular”, analisou.
Ambientada durante a Guerra dos Cem Anos, a história acompanha Jean de Carrouges (Matt Damon), um cavaleiro respeitado conhecido por sua bravura e habilidade no campo de batalha. Jacques Le Gris (Adam Driver) é um escudeiro normando cuja inteligência e eloquência o tornam um dos nobres mais admirados da corte. Ben Affleck interpreta o Conde Pierre d’Alençon.
A vencedora do Emmy, Jodie Comer, estrela como Marguerite de Carrouges, esposa de Jean, que dá início à trama do filme após ser brutalmente agredida por Le Gris, acusação que ele nega. Marguerite se recusa a ficar em silêncio, denunciando seu agressor, um ato de coragem e desafio que coloca sua vida em perigo.
Escrito pelo trio Nicole Holofcener, Affleck e Damon, O Último Duelo é baseado em acontecimentos reais, desvendando antigas suposições sobre o que aconteceu entre os dois homens. O projeto adapta o livro de Eric Jager, O Último Duelo: Uma História Real de Crime, Escândalo e Julgamento por Combate na França Medieval.
Cena de O Último Duelo
(Foto: 20th Century Studios/Divulgação)
Questionado sobre o resultado de bilheteria, Ridley Scott respondeu: “Todos nós achamos que era um roteiro fantástico. E fizemos o filme. Não dá para ganhar sempre. Nunca me arrependi de nenhum filme que já fiz. Nada. Aprendi muito cedo a ser meu próprio crítico. A única coisa sobre a qual você realmente deve ter uma opinião é sobre o que acabou de fazer. Vá embora. Certifique-se de estar feliz. E não olhe para trás. Esse sou eu”.
O Último Duelo, que está disponível para assistir no Disney+, tem 85% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, com 81% da audiência. A nota no IMDb é 7,3/10. São os melhores índices entre os quatro filmes (incluindo Casa Gucci, Napoleão e Gladiador 2) que Scott lançou nesta década. O quinto será Ponto Sem Retorno, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (27).
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
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