FILMES E SÉRIES

Nicholas Hoult, David Corenswet e James Gunn nos bastidores de Superman, da DC

(Foto: Divulgação/DC Studios)

Morte do Herói

James Gunn precisa evitar quadrinho mais famoso do Superman na DC

O que torna o personagem relevante há quase 100 anos é sua capacidade de inspirar, proteger e simbolizar esperança

Victor Cierro
Victor Cierro

James Gunn ainda nem começou oficialmente a filmar Superman: Man of Tomorrow, mas já existe um alerta claro para o futuro do novo DCU: adaptar A Morte do Superman pode ser um erro estratégico. A HQ é um marco histórico dos quadrinhos, mas transformá-la novamente em evento cinematográfico pode enfraquecer justamente o recomeço que a DC precisa.

Publicada entre 1992 e 1993, a saga não foi apenas uma história isolada. Ela se espalhou por diversas revistas do herói ao longo de quase um ano, começando com o surgimento de Apocalipse e culminando na morte do Homem de Aço em Superman #75. Depois vieram “Funeral for a Friend” e “Reign of the Supermen!”, ampliando o impacto da ausência do herói e explorando como o mundo reagiu à sua queda.

O problema é que essa estrutura foi pensada para os quadrinhos. A narrativa teve tempo para respirar, desenvolveu personagens secundários e criou a sensação real de perda ao longo de meses. No cinema, mesmo com dois filmes, dificilmente seria possível reproduzir essa construção gradual. O público simplesmente não acreditaria que o Superman (David Corenswet) ficaria morto por muito tempo, especialmente em um universo compartilhado recém-iniciado.

Morte de Superman já ficou batida na DC

Além disso, a história já foi explorada diversas vezes fora dos quadrinhos. Houve adaptações animadas, novelizações, videogame e até tentativas frustradas de versões live-action. Na prática, a morte do Superman virou um recurso repetido, revisitado a cada poucos anos, o que diminui seu impacto dramático.

No entanto, o ponto central é conceitual. A Morte do Superman é uma história importante porque lembra o público do quanto o herói é amado. Mas ela não explica por que ele é amado. O que torna o personagem relevante há quase 100 anos não é sua morte heroica, e sim sua vida: a capacidade de inspirar, proteger e simbolizar esperança.

Para um novo DCU que precisa reconstruir confiança e identidade, insistir na tragédia pode soar como repetição de erros passados. Se James Gunn quiser consolidar uma nova era para o Homem de Aço, talvez o caminho mais inteligente seja simples: esquecer a morte e deixar Superman viver.

Superman: Man of Tomorrow estreia em 9 de julho de 2027 nos cinemas.

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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