(Foto: Divulgação/Summit Entertainment)
Os musicais que vieram depois absorveram sua linguagem, expandiram seus temas e ajudaram a consolidar um novo momento do gênero no cinema
Quando La La Land (2016) chegou aos cinemas, o gênero musical voltou a ocupar o centro do debate cultural. O filme de Damien Chazelle não apenas reconectou o público com grandes histórias contadas por meio da música, como também abriu espaço para uma nova geração de produções ambiciosas, autorais e emocionalmente mais maduras.
Desde então, Hollywood passou a tratar o musical como algo além do escapismo puro. Os títulos que surgiram nos anos seguintes apostaram em conflitos pessoais, leituras contemporâneas de clássicos e narrativas que dialogam diretamente com o público adulto, mantendo o espetáculo sem perder densidade dramática.
Esse movimento ganha ainda mais peso nesta semana, já que La La Land está empatado como o filme com o maior número de indicações da história do Oscar, um feito que reforça sua importância dentro da indústria. Com a lista de indicados de 2026 sendo revelada nesta quinta-feira (22), o legado do longa volta ao centro das conversas e ajuda a contextualizar os musicais que vieram depois.
A Tangerina preparou uma lista com cinco musicais que representam esse impacto direto, seja pelo sucesso comercial, pela recepção crítica ou pela forma como dialogam com o caminho aberto por La La Land.
A continuação aprofunda os conflitos apresentados no primeiro filme e assume um tom mais sombrio, refletindo escolhas morais, rupturas e consequências. A narrativa aposta menos no deslumbramento imediato e mais no peso emocional das decisões das protagonistas, reforçando a ambição dramática do projeto.
A releitura de Steven Spielberg atualiza o clássico sem suavizar suas tensões centrais. O musical transforma números de dança em extensão direta do conflito social e racial, mostrando que o gênero pode ser visceral, político e profundamente trágico sem perder sua força estética.
Um fenômeno popular que resgatou o musical como espetáculo de massa. O filme usa canções explosivas para traduzir ambição, insegurança e desejo de pertencimento, equilibrando entretenimento puro com personagens movidos por conflitos claros e universais.
A adaptação do clássico da Broadway chegou aos cinemas com escala épica e forte apelo emocional. Ao revisitar Oz sob uma nova perspectiva, o filme combina fantasia, política e amizade, mostrando como o musical contemporâneo pode dialogar com grandes franquias sem perder identidade.
O retrato íntimo de Jonathan Larson (1960-1990) transforma ansiedade criativa e medo do tempo em motor narrativo. Diferente dos grandes espetáculos, o filme aposta na proximidade emocional, usando a música como expressão direta de frustração, ambição e vulnerabilidade, em sintonia com a sensibilidade inaugurada por La La Land.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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