Luck: Carismática, animação derrapa no azar de ser comparada a Pixar - Tangerina

FILMES E SÉRIES

Cena da animação Luck, do Apple TV+

Divulgação/Apple TV+

CRÍTICA

Luck: Carismática, animação derrapa no azar de ser comparada a Pixar

Nova animação do Apple TV+ tem um dedo (ou a mão inteira) de John Lasseter, diretor por trás de filmes como Toy Story, Carros e Vida de Inseto

Luciano Guaraldo

Primeira produção da Skydance Animation, Luck chega nesta sexta (5) ao Apple TV+ com uma fábula sobre sorte e azar –e a importância de encontrar um equilíbrio entre os dois. Para sorte do público, a animação é repleta de carisma e fofura. Para azar dos envolvidos, é impossível fugir das comparações com os filmes da Pixar.

Não colabora para isso o fato de o chefe de animação da Skydance ser John Lasseter, justamente uma das cabeças pensantes que construiu a Pixar e dirigiu clássicos modernos como Toy Story (1995), Vida de Inseto (1998) e Carros (2006). Acusado de ter comportamento impróprio com colaboradoras da empresa, ele pediu demissão no fim de 2018 e assumiu o estúdio novato no início do ano seguinte.

Luck já estava em desenvolvimento quando Lasseter entrou na Skydance, mas os toques do produtor são perceptíveis para qualquer um que já assistiu a um filme da Pixar. A história constrói todo um universo alternativo para explicar algo bem específico do mundo dos humanos, como já havia ocorrido com Monstros S.A. (2001), Divertida Mente (2015) e Soul: Uma Aventura com Alma (2020).

No caso de Luck, a animação tenta desvendar a sorte e o azar. Para isso, apresenta Sam (voz de Eva Noblezada), jovem que se considera a pessoa mais azarada do planeta. Logo no início do filme, ela precisa deixar o orfanato onde tinha passado sua infância porque completou 18 anos e ficou velha demais para o sistema de adoção. Decidida a não deixar que isso aconteça com a pequena Hazel, a protagonista faz de tudo para encontrar uma moeda da sorte e, assim, ajudar a menina a ser adotada.

A jornada em busca da moedinha muda por completo quando Sam cruza com um gato preto e, sozinha, oferece um pedaço de seu sanduíche para ele. Por um acaso do destino (ou um lance de sorte), ela acaba seguindo o animal até a Terra da Sorte, local onde duendes, coelhos e joaninhas produzem bons momentos para os humanos. Do outro lado daquele lugar, em uma espécie de Mundo Invertido, monstros, goblins e raízes fabricam suas crises de azar.

O roteiro de Kiel Murray, Jonathan Aibel e Glenn Berger às vezes parece um jogo de videogame, no qual Sam e o gato Bob (Simon Pegg) precisam pegar o objeto X e levá-lo até o local Y, para depois encontrarem o item Z e transportá-lo até o ponto A. Mas os dois protagonistas têm carisma para distrair o público de um texto sem muitas reviravoltas. E os personagens dublados por Jane Fonda, Whoopi Goldberg e (principalmente) Flula Borg também roubam a cena e transformam a experiência em um passatempo inofensivo.

Sem as comparações com a Pixar, Luck funciona muito bem, e as crianças e seus pais devem se divertir ao longo das quase duas horas da animação. Mas, para quem já viu outras animações, fica difícil escapar da sensação de que tudo aquilo já foi feito antes. Até a lição de moral remete à dada em Divertida Mente.

Luck estreia nesta sexta no catálogo do Apple TV+. Confira o trailer da animação:

Cena da animação Luck, do Apple TV+

Veja o trailer de Luck

Animação estreia no Apple TV+ nesta sexta-feira (5)

Cartaz do filme Luck

Luck

Animação
L

Direção

Peggy Holmes

Produção

Skydance Animation

Onde assistir

Apple TV+

Elenco

Eva Noblezada
Simon Pegg
Jane Fonda
Whoopi Goldberg
Flula Borg
Colin O'Donoghue
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Luciano Guaraldo

Editor-chefe da Tangerina. Antes, foi editor do Notícias da TV, onde atuou durante cinco anos. Também passou por Diário de São Paulo e Rede BOM DIA de jornais.

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