FILMES E SÉRIES

Idris Elba, Nicholas Galitzine e Camila Mendes em cena de Mestres do Universo

(Foto: Divulgação/Sony Pictures)

Análise

Mestres do Universo repete estratégia do Mario para evitar fracasso

A nova versão mistura o mundo real com o universo fantástico de Eternia, decisão que já gerou resistência entre fãs mais puristas

Victor Cierro
Victor Cierro

O novo Mestres do Universo chega aos cinemas cercado por uma missão clara: aprender com os erros do passado e evitar repetir o fracasso do filme live-action de 1987. A primeira prévia do longa indica que o estúdio aposta alto em uma fórmula que já se provou vencedora recentemente em Hollywood, usando como referência direta o fenômeno Super Mario Bros. – O Filme (2023), que ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões) nas bilheterias mundiais.

A estratégia passa, principalmente, pelo uso intenso de nostalgia e easter eggs. Assim como aconteceu com Mario, o reboot de Mestres do Universo sinaliza um respeito explícito ao material original, recheando o trailer com referências profundas ao universo da franquia. Um dos exemplos mais comentados é a estátua que empunha a Espada do Poder, inspirada no design original de He-Man criado por Mark Taylor, conhecido como “Torak”, um aceno direto aos fãs mais antigos.

A leitura é clara: conquistar o público que cresceu com os brinquedos e animações dos anos 1980, sem afastar novas gerações. Esse equilíbrio foi decisivo para o sucesso de Super Mario Bros. – O Filme, que transformou referências de jogos clássicos e modernos em um espetáculo acessível e lucrativo. Mestres do Universo parece seguir o mesmo caminho, tratando sua mitologia como ativo central, e não apenas como pano de fundo.

Mestres do Universo quer ser um grande sucesso

Mesmo com essa abordagem nostálgica, o filme não escapa de polêmicas. Assim como a adaptação de 1987, a nova versão mistura o mundo real com o universo fantástico de Eternia, decisão que já gerou resistência entre fãs mais puristas. Ainda assim, exemplos recentes mostram que essa escolha não é necessariamente um problema quando bem executada. Produções como Sonic: O Filme e o próprio Super Mario Bros. também flertaram com essa estrutura sem prejuízo comercial ou crítico.

A diferença, de acordo com as primeiras prévias, está no cuidado com a representação dos personagens e do mundo fictício. O visual de He-Man (Nicholas Galitzine), Esqueleto (Jared Leto) e Gato Guerreiro sugere fidelidade à essência da franquia, enquanto o roteiro promete não perder o foco em Eternia nem diluir o conflito central em excesso de elementos do mundo moderno.

Com estreia marcada para 4 de junho, Mestres do Universo tenta se reposicionar como um grande blockbuster de fantasia, aprendendo com o passado e copiando o que deu certo no presente. A aposta na nostalgia, aliada a uma leitura mais consciente do próprio legado, pode ser o fator decisivo para transformar uma marca marcada por um fracasso histórico em uma nova franquia de sucesso no cinema.

Assista abaixo ao trailer de Mestres do Universo:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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