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Jaafar Jackson em cena de Michael

(Foto: Divulgação/Lionsgate)

Novo Recorde

Michael Jackson conquista a maior bilheteria da história entre cinebiografias

O interesse do público transformou o filme em um dos maiores fenômenos comerciais de 2026

Victor Cierro
Victor Cierro

Nem a polêmica em torno da produção foi capaz de impedir o sucesso de Michael. A cinebiografia de Michael Jackson (1958-2009) acaba de alcançar um feito histórico nas bilheterias mundiais ao superar Oppenheimer (2023) e se tornar a maior cinebiografia da história do cinema em arrecadação, consolidando um desempenho muito acima do esperado para o gênero.

Após dez semanas em cartaz, o filme chegou a US$ 977,4 milhões (R$ 5 bilhões) em bilheteria mundial, sendo US$ 370,2 milhões (R$ 1,9 bilhão) na América do Norte e US$ 607,2 milhões (R$ 3,1 bilhões) no mercado internacional. Com isso, ultrapassou os US$ 976,8 milhões (R$ 5 bilhões) de Oppenheimer e assumiu o primeiro lugar entre todas as cinebiografias lançadas até hoje, sem ajuste pela inflação.

O desempenho impressiona ainda mais porque Michael já deixou para trás outro recordista do gênero, Bohemian Rhapsody (2018), que havia encerrado sua trajetória com US$ 911 milhões (R$ 4,7 bilhões). Agora, o filme de Michael Jackson também lidera com folga o ranking das cinebiografias musicais, ampliando a vantagem sobre seus principais concorrentes.

A arrecadação ainda deve crescer nas próximas semanas. Embora o longa já esteja disponível em vídeo sob demanda nos Estados Unidos e tenha deixado o top 10 doméstico, sua estreia recente no Japão mantém o ritmo das bilheterias internacionais e aumenta as chances de ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão (R$ 5,1 bilhões), um feito inédito para uma cinebiografia.

Miles Teller e Jaafar Jackson em cena de Michael, uma das maiores estreias de 2026

Miles Teller e Jaafar Jackson em cena de Michael

(Foto: Divulgação/Lionsgate)

Recorde de Michael Jackson nos cinemas

O sucesso também chama atenção quando comparado aos demais filmes do gênero. Sozinho, Michael arrecadou mais do que a soma das quatro cinebiografias musicais seguintes no ranking: Elvis (2022), Rocketman (2019), Straight Outta Compton (2015) e Johnny & June (2005).

Mesmo com um orçamento estimado em US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão), o longa já ultrapassou com ampla margem o valor normalmente necessário para atingir o ponto de equilíbrio financeiro. Como a Lionsgate costuma reduzir seus custos por meio de pré-vendas internacionais, a lucratividade da produção tende a ser ainda maior do que os números públicos sugerem.

Curiosamente, esse resultado foi alcançado apesar da recepção morna da crítica. Michael registra apenas 38% de aprovação no Rotten Tomatoes e enfrentou controvérsias por sua abordagem das acusações de abuso sexual envolvendo Michael Jackson. Ainda assim, o interesse do público transformou o filme em um dos maiores fenômenos comerciais de 2026 e em um novo recordista da história das cinebiografias.

Assista abaixo ao trailer de Michael:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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