(Foto: Divulgação/Marvel Studios)
Em um momento de transição, priorizar esses personagens pode ser tão importante quanto preparar o terreno para a chegada definitiva dos X-Men
Com o projeto de Blade enfrentando sucessivos entraves criativos e sem sinais claros de avanço, a Marvel passa a lidar com um vazio evidente em um de seus territórios mais promissores: o lado sobrenatural. A demora em tirar o filme do papel reacende uma discussão antiga entre fãs e analistas sobre qual caminho o estúdio deve seguir para não desperdiçar personagens já introduzidos e bem recebidos.
Nesse cenário, os Midnight Sons voltam ao centro das expectativas. O grupo, conhecido nos quadrinhos por reunir heróis ligados à magia, ao ocultismo e ao terror, surge como uma alternativa natural para organizar esse núcleo sombrio que a Marvel construiu de forma fragmentada nos últimos anos. Com a Saga do Multiverso caminhando para o fim em Vingadores: Guerras Secretas, previsto para 2027, a ideia de uma equipe própria ganha ainda mais força.
A culminância da saga deve resultar em um grande reboot do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), com a unificação das linhas do tempo e uma nova base narrativa para os próximos anos. Os X-Men já despontam como o pilar central desse novo universo, mas dificilmente ocuparão sozinhos todo o espaço criativo do estúdio. É justamente aí que os Midnight Sons podem assumir um papel estratégico, funcionando como o contraponto mais sombrio aos mutantes e aos heróis tradicionais.
Personagens já apresentados ao público formam uma base sólida para esse time. Cavaleiro da Lua (Oscar Isaac), Lobisomem (Gael García Bernal), Wong (Benedict Wong) e o próprio Blade (Mahershala Ali/Wesley Snipes) seguem orbitando o MCU sem um rumo claro. Um projeto coletivo permitiria integrar essas figuras em uma narrativa maior, algo que os filmes solos não conseguiram fazer até agora.
Oscar Isaac em cena de Cavaleiro da Lua
(Foto: Divulgação/Disney+)
Além deles, o grupo pode facilmente incorporar nomes que ganharam destaque recente. Agatha Harkness (Kathryn Hahn) se consolidou como uma das personagens místicas mais populares da Marvel, enquanto Elsa Bloodstone (Laura Donnelly) foi bem recebida em sua estreia. Até mesmo a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) surge como uma possibilidade, especialmente em um cenário pós-reboot que permita redefinir seu arco.
Ao apostar nos Midnight Sons, a Marvel teria a chance de reorganizar seu universo sobrenatural, atender a um pedido antigo dos fãs e diversificar o tom de suas produções. Em um momento de transição profunda, salvar esse lado do MCU pode ser tão importante quanto preparar o terreno para a chegada definitiva dos X-Men.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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