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Dominic McLaughlin em cena de Harry Potter, nova rival da Netflix

(Foto: Divulgação/HBO)

Opinião

Netflix encontra arma secreta para vencer Harry Potter na guerra da fantasia

A disputa ainda está longe de começar, mas a estratégia inicial já deixa claro que as plataformas enxergam o futuro de formas diferentes

Victor Cierro
Victor Cierro

Durante anos, Harry Potter e As Crônicas de Nárnia dividiram espaço como duas das maiores franquias de fantasia do entretenimento. Agora, as duas se preparam para voltar quase ao mesmo tempo, mas seguindo estratégias completamente diferentes. No entanto, a Netflix pode ter encontrado justamente o diferencial que faltava para entrar nessa disputa em vantagem.

Enquanto a HBO prepara uma nova adaptação seriada de Harry Potter, a plataforma rival decidiu começar sua nova era de Nárnia por um caminho que o público ainda não viu em live-action. A escolha muda completamente a sensação de novidade em torno dos projetos e já coloca os lançamentos em trajetórias opostas.

A Netflix vai iniciar seu universo com O Sobrinho do Mago, livro que funciona como prelúdio da saga criada por C.S. Lewis (1898-1963). O projeto terá direção de Greta Gerwig e estreia primeiro nos cinemas em fevereiro de 2027, chegando depois ao streaming em abril do mesmo ano.

A decisão chama atenção porque adapta justamente uma parte da história que nunca ganhou uma versão live-action. Diferentemente de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, que já teve diferentes adaptações ao longo das décadas, O Sobrinho do Mago explora a origem de Nárnia, acompanha as aventuras de Digory e Polly e mostra o surgimento do mundo fantástico e o início do reinado de Jadis.

Skandar Keynes em cena de As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

Skandar Keynes em cena de As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

(Foto: Divulgação/Disney)

Netflix tem estratégia interessante

Do outro lado, a nova série de Harry Potter tem seguido um caminho mais conservador. As primeiras imagens e materiais divulgados até agora indicam uma recriação bastante próxima do visual e da identidade dos filmes que dominaram os cinemas entre 2001 e 2011. A promessa é aprofundar elementos dos livros que ficaram de fora anteriormente, mas sem uma ruptura clara com o que já foi apresentado ao público.

Essa diferença pode acabar sendo decisiva. Harry Potter entra na disputa apoiado em nostalgia e reconhecimento imediato, enquanto Nárnia tenta vender a sensação de descoberta. Em um momento em que reboots enfrentam resistência crescente, oferecer uma história inédita pode ser exatamente o tipo de argumento que chama atenção de quem não quer apenas revisitar algo que já conhece.

A disputa ainda está longe de começar, mas a estratégia inicial já deixa claro que Netflix e HBO enxergam o futuro da fantasia de formas diferentes. Uma aposta em conforto. A outra em novidade. E, pelo menos por enquanto, Nárnia parece ter encontrado sua arma mais forte antes mesmo de chegar às telas.

Harry Potter e a Pedra Filosofal estreia em 25 de dezembro na HBO Max. Assista abaixo ao trailer da série:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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