FILMES E SÉRIES

Como Mágica alcançou o topo da Netflix e virou o filme mais assistido do momento

(Foto: Divulgação/Netflix)

Como Mágica

Netflix encontra novo hit global com mistura de Zootopia e troca de corpos

Como Mágica encontrou espaço justamente por apostar em uma mistura familiar, acessível e emocional

Victor Cierro
Victor Cierro

A Netflix voltou a dominar o streaming mundial com uma animação inesperada. Lançado em 1º de maio, Como Mágica rapidamente alcançou o topo da plataforma e virou o filme mais assistido do momento, apostando em uma fórmula que lembra dois sucessos gigantes do cinema: Zootopia (2016) e Sexta-Feira Muito Louca (2003).

Dirigido por Nathan Greno, um dos nomes por trás de Enrolados (2010), o filme mistura fantasia, aventura e comédia em uma história ambientada em um universo tomado por criaturas híbridas de animais e plantas. O protagonista é Ollie, um pequeno ser chamado Pookoo, que vive em uma sociedade marcada pela divisão entre diferentes espécies.

A trama ganha força quando Ollie acaba envolvido em um acidente mágico que o transforma em um Javan, uma espécie rival semelhante a uma ave exótica. A partir daí, Como Mágica abraça completamente a dinâmica de troca de corpos que tornou Sexta-Feira Muito Louca um clássico moderno, mas adaptando a ideia para um universo fantástico cheio de conflitos sociais e preconceitos entre comunidades.

Netflix acertou em cheio na nova animação

As comparações com Zootopia aparecem justamente na construção desse mundo dividido. Assim como a animação da Disney usava diferentes espécies para discutir medo, intolerância e manipulação social, Como Mágica cria tensão entre os Pookoo e os Javans, que vivem isolados e sem conseguir se entender. O filme, porém, aposta em uma abordagem mais simples e emocional, focando em empatia e cooperação.

Mesmo dominando a Netflix, Como Mágica não conquistou unanimidade entre os críticos. O longa soma 69% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas o público abraçou a animação com força bem maior, elevando a nota da audiência para 87%.

A diferença entre crítica e público, porém, parece não ter afetado o desempenho do filme. Pelo contrário. Como Mágica encontrou espaço justamente por apostar em uma mistura familiar, acessível e emocional, entregando uma aventura visualmente vibrante, cheia de criaturas diferentes e mensagens otimistas sobre convivência. Em um momento em que a Netflix busca novos fenômenos familiares, a animação apareceu como uma surpresa capaz de ocupar rapidamente o topo do streaming.

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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