(Foto: Warner Bros. Pictures/Divulgação)
Exibido originalmente no início de 2025 nos cinemas, o longa chegou recentemente ao serviço de streaming
Para quem busca um filme que mistura suspense e ficção científica, A Acompanhante Perfeita surge como uma excelente indicação para assistir hoje mesmo na Netflix. Exibido originalmente no início de 2025 nos cinemas, o longa chegou recentemente ao serviço de streaming, depois de deixar a HBO Max, e é uma boa dica porque equilibra momentos de tensão psicológica com um toque de sátira afiada sobre o mundo contemporâneo.
A trama gira em torno da jovem Iris (Sophie Thatcher), uma moça completamente apaixonada e vivendo um relacionamento idealizado com seu namorado, Josh (Jack Quaid). Eles decidem viajar no fim de semana para a casa de campo de um magnata russo chamado Sergey (Rupert Friend).
No local, o casal encontra outros convidados: Kat (Megan Suri), amante de Sergey que demonstra antipatia imediata pela garota, além de Eli (Harvey Guillén) e Patrick (Lukas Gage), dois namorados afetuosos. A atmosfera de desconforto cresce até que Sergey tenta violentar Iris, desencadeando um evento sangrento no qual o anfitrião acaba morto. E a partir daí novas reviravoltas acontecem, mas não vamos dar spoilers para não estragar a experiência de quem ainda não assistiu.
O trailer entrega um pouco mais da história além dessa sinopse que colocamos acima:
O fato é que Jack Quaid consegue transmitir a medida certa entre a figura de um sujeito comum e a mesquinharia de um manipulador, enquanto Sophie Thatcher rouba a cena construindo uma heroína com grande apelo emocional e carisma. Harvey Guillén traz um alívio cômico nos momentos de maior tensão, e Rupert Friend diverte no papel do bilionário excêntrico.
O filme tem números bastante positivos junto à crítica e à audiência, registrando 93% de aprovação dos especialistas e 88% do público geral no agregador Rotten Tomatoes. A boa recepção, no entanto, não se refletiu em um estrondo de bilheteria nos cinemas, onde a obra alcançou um total de US$ 36,9 milhões (R$ 190 milhões) –um faturamento suficiente para um filme que teve cerca de R$ 10 milhões (R$ 51 milhões) de orçamento.
A imprensa destacou vários pontos positivos do filme, elegendo a direção segura de Drew Hancock e a inteligência do roteiro como os pontos fortes. Os analistas elogiaram a capacidade do longa de tratar de dinâmicas tóxicas de controle masculino de maneira ácida sem perder a leveza do entretenimento. A mistura harmoniosa entre horror gore, comédia e suspense sci-fi também foi celebrada.
Por outro lado, algumas resenhas apontaram aspectos negativos, citando que o enredo depende de certas conveniências de roteiro, que a motivação de alguns personagens secundários pode soar rasa e que a revelação precoce de quem é a protagonista em trailers atrapalhou um pouco do impacto surpresa que o espectador poderia ter ao ver a obra sem saber de nada prévio.
Vinícius Andrade
Jornalista e Coordenador de Conteúdo da Tangerina. Vinícius Andrade já foi editor do Notícias da TV. Interessado por tudo o que envolve mercado de entretenimento, tem mais de 14 anos de experiência na área e também trabalha com jornalismo local. E-mail: vinicius@tangerina.news
Ver mais conteúdos de Vinícius AndradeTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
Ainda não tem uma conta?
Só o que vale o play
Toda sexta-feira, no seu e-mail, as melhores dicas de filmes e séries para ver em casa