(Foto: Eike Schroter/Netflix)
O Clube da Meia-Noite reúne histórias assustadoras, nostalgia dos anos 1990 e até um recorde mundial de sustos
Poucas séries da Netflix parecem tão apropriadas para outubro quanto O Clube da Meia-Noite (2022). Com apenas dez episódios, a produção de Mike Flanagan transforma histórias macabras e um grande mistério em uma maratona que combina naturalmente com o mês do Halloween.
A série foi criada por Mike Flanagan, responsável por A Maldição da Residência Hill (2018) e Missa da Meia-Noite (2021). O Clube da Meia-Noite tem 85% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, contra 55% do público, e ainda carrega uma curiosidade difícil de encontrar em qualquer outra produção de terror: um recorde reconhecido pelo Guinness World Records.
A história da Netflix acompanha oito jovens que vivem em uma clínica para pacientes com doenças terminais. Todas as noites, quando o relógio marca meia-noite, eles se encontram secretamente para contar histórias assustadoras e fazem um pacto relacionado ao que pode existir depois da morte. Paralelamente, acontecimentos estranhos alimentam o mistério sobre o lugar onde vivem.
Sauriyan Sapkota e Aya Furukawa em cena de O Clube da Meia-Noite
(Foto: Eike Schroter/Netflix)
A estrutura permite que O Clube da Meia-Noite explore diferentes tipos de terror sem abandonar sua narrativa principal. As histórias inventadas pelos personagens passam por assassinos, psicopatas, maldições, rituais e até viagens no tempo. É quase uma antologia dentro de outra série, com cada relato também revelando medos, traumas e características de quem está contando.
O primeiro episódio na Netflix ainda levou uma das ferramentas mais conhecidas do gênero ao limite. A estreia reúne 21 jump scares e entrou para o Guinness World Records pelo maior número de sustos desse tipo em um único episódio de televisão. O exagero é proposital e ajuda a estabelecer desde cedo a relação da produção com diferentes convenções do terror.
Ambientada em 1994, a série acrescenta uma forte camada de nostalgia à experiência. A estética escura, a trilha sonora e principalmente a imagem de jovens reunidos durante a noite para compartilhar histórias assustadoras recuperam uma tradição que combina diretamente com o Halloween. Por trás dos elementos sobrenaturais, Flanagan ainda usa o terror para abordar amizade, luto, medo da morte e a fragilidade da vida.
O Clube da Meia-Noite também ganhou uma nova curiosidade diante do próximo trabalho do cineasta. Esta foi a última série de Flanagan com um elenco predominantemente jovem antes de Carrie, sua nova adaptação da obra de Stephen King. A produção chega ao Prime Video em 7 de outubro, com os oito episódios disponibilizados de uma só vez.
Para quem procura uma maratona de terror sem assumir o compromisso de várias temporadas, os dez episódios tornam O Clube da Meia-Noite uma opção especialmente conveniente para outubro. A combinação entre mistério, histórias independentes, atmosfera dos anos 1990 e diferentes vertentes do gênero permite começar o mês do Halloween com uma produção que não depende apenas dos sustos para funcionar.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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