(Foto: Divulgação/DreamWorks)
O filme conquistou público e crítica com uma história emocionante, visual marcante e temas que tratam a animação com rara maturidade
A Netflix tem em seu catálogo uma das animações mais celebradas dos últimos anos. O Robô Selvagem (2024), produção da DreamWorks dirigida por Chris Sanders, está disponível no streaming e ocupa atualmente a oitava posição entre os filmes mais vistos da plataforma no Brasil.
A recepção ajuda a explicar o destaque. No Rotten Tomatoes, o longa alcançou 97% de aprovação da crítica, com base em 260 avaliações, além de impressionantes 98% entre o público, após mais de 5 mil notas verificadas. O resultado coloca a produção entre os títulos de animação mais aclamados dos últimos anos.
Baseado no livro de Peter Brown, O Robô Selvagem acompanha a unidade ROZZUM 7134, conhecida como Roz, que vai parar em uma ilha desabitada. Cercada pela natureza, a robô precisa aprender a sobreviver em um ambiente completamente diferente daquele para o qual foi programada e, aos poucos, cria laços com os animais do local.
A história ganha ainda mais força quando Roz assume a responsabilidade de cuidar de um ganso órfão chamado Bico-Vivo. A partir dessa relação, o filme aborda maternidade, família, comunidade e empatia sem suavizar completamente os perigos da natureza. A jornada contrapõe a lógica da tecnologia aos instintos do mundo selvagem e mostra que sobreviver exige mais do que seguir uma programação.
O Robô Selvagem é uma das melhores animações na Netflix
(Foto: Divulgação/DreamWorks)
Outro ponto marcante está no visual. Em vez de buscar o fotorrealismo, a animação aposta em uma estética mais pictórica e texturizada, com cenários que passam por florestas densas e paisagens cobertas de neve. A própria Roz foi criada com poucos recursos de expressão facial, fazendo com que seus sentimentos sejam transmitidos principalmente pela linguagem corporal, pelos movimentos e pelas mudanças de luz em seus olhos.
Chris Sanders também reforça elementos presentes em outros trabalhos de sua carreira, como Lilo & Stitch (2002) e Como Treinar o Seu Dragão (2010). O diretor volta a explorar famílias formadas de maneira pouco convencional, personagens que precisam encontrar seu lugar no mundo e uma aventura de grande escala sustentada por uma forte carga emocional.
Com 1h42min de duração, O Robô Selvagem combina aventura, humor e emoção em uma história que funciona para diferentes faixas etárias. O desempenho no Top 10 brasileiro mostra que a animação encontrou uma nova oportunidade de alcançar o público na Netflix e reforça o peso de uma das produções mais elogiadas da DreamWorks em seu catálogo recente.
Assista abaixo ao trailer de O Robô Selvagem:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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