(Foto: Divulgação/Netflix)
Mesmo assim, o acordo enfrenta desafios significativos com as autoridades norte-americanas
A disputa mais intensa de Hollywood em 2025 ganhou um novo capítulo com a vitória da Netflix na corrida para adquirir a Warner Bros. A gigante do streaming ofereceu o valor de US$ 27,75 (R$ 147) por ação e fechou o acordo, que inclui o estúdio, a HBO Max e um dos maiores catálogos de propriedades intelectuais do entretenimento, como Harry Potter e o universo da DC.
ATUALIZAÇÃO -> Netflix confirma compra e assume a Warner Bros. por R$ 439 bilhões
De acordo com o TheWrap, a proposta da Netflix superou as ofertas de Paramount e Comcast após três rodadas de disputas. Além do valor por ação, o pacote inclui uma taxa de rescisão de US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões), igualando os termos apresentados pela Paramount em sua proposta anterior. O movimento representa uma reviravolta impactante, já que há dois meses a própria Netflix ironizava grandes fusões do setor.
A oferta de US$ 30 por ação coloca a avaliação dos ativos da Warner Bros. em cerca de US$ 82,7 bilhões (R$ 439 bilhões), reforçando a dimensão histórica da negociação. Os especialistas da Bloomberg Intelligence destacam que a fusão criaria uma base combinada de aproximadamente 450 milhões de assinantes. O que acionaria alertas importantes de órgãos antitruste nos Estados Unidos. Mesmo assim, a Netflix tenta suavizar a resistência regulatória ao afirmar que a união poderia reduzir preços ao consumidor por meio de novos formatos de distribuição e pacotes oferecidos ao público.
A negociação abre caminho para uma mudança estrutural no entretenimento mundial. Com a compra concluída, a Netflix deixará de apenas competir com Hollywood para se tornar dona de parte central da indústria. O acesso a franquias gigantescas deve transformar sua presença global e ampliar ainda mais seu domínio nos mercados de cinema e streaming.
Jaime Lorente em cena de La Casa de Papel, da Netflix
(Foto: Divulgação/Netflix)
O acordo, no entanto, enfrenta desafios significativos. Autoridades de regulação dos Estados Unidos já demonstraram preocupação com o impacto concorrencial da fusão. O Departamento de Justiça deve analisar profundamente o negócio, assim como procuradores estaduais que vêm se posicionando contra novas consolidações no setor de mídia e entretenimento.
Parlamentares também entraram no debate. Em carta à procuradoria americana, o deputado Darrell Issa alertou que a união entre as duas empresas pode reduzir a produção de novos conteúdos e prejudicar profissionais da indústria.
A chance de administrar um estúdio tradicional e suas operações cinematográficas também coloca a Netflix em um território no qual ela historicamente avançou com cautela. Analistas apontam que o foco da empresa pode se dispersar durante o processo de integração e avaliações antitruste.
A compra só será finalizada depois da separação da divisão Discovery Global, que inclui canais como CNN, TNT Sports e Discovery Channel. Essa etapa tem conclusão prevista para o terceiro trimestre de 2026, quando a Netflix assumirá oficialmente o controle total da Warner Bros.
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
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