(Foto: Divulgação/Disney+)
Ao contrário de outras produções de super-heróis, VisionQuest coloca o dilema interno no centro da história
A Marvel decidiu seguir um caminho inesperado com uma de suas próximas séries do Disney+, apostando menos em ação e mais em reflexão. VisionQuest, produção derivada de WandaVision (2021), deve estrear neste ano com uma proposta bem diferente do padrão do universo dos Vingadores: uma narrativa centrada em inteligência artificial, identidade e o que define a humanidade.
A trama acompanha o Visão Branco, versão reconstruída do herói que recuperou as memórias do original, mas sem carregar o mesmo peso emocional dessas experiências. O resultado é um personagem que lembra tudo o que viveu, mas não sente da mesma forma, abrindo espaço para um dos conflitos mais complexos já explorados pela Marvel.
Paul Bettany retorna ao papel, agora sob o comando de Terry Matalas, produtor conhecido por Star Trek: Picard (2020-2023). A escolha já indica o tom mais introspectivo da série, que deve se afastar do modelo tradicional de super-heróis para mergulhar em questões filosóficas sobre consciência, memória e existência.
Ao contrário de outras produções do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) focadas em grandes batalhas, VisionQuest coloca o dilema interno no centro da história. O personagem precisa lidar com uma pergunta fundamental: ele ainda é o mesmo Visão ou se tornou algo completamente novo? A resposta pode redefinir não só o herói, mas também o tipo de narrativa que o estúdio pretende contar daqui para frente.
Paul Bettany e Elizabeth Olsen em cena de WandaVision
(Foto: Divulgação/Disney+)
Esse caminho também reforça a ideia de trilogia iniciada em WandaVision e continuada em Agatha Desde Sempre (2024). Juntas, as séries exploram temas como luto, magia e identidade, com VisionQuest fechando esse arco sob a ótica da inteligência artificial e da reconstrução do eu.
No entanto, o que realmente eleva a expectativa é o possível retorno de Ultron, interpretado novamente por James Spader. O vilão representa o lado mais sombrio da IA dentro do MCU e deve funcionar como um contraponto direto ao Visão, criando um embate que vai além da ação e entra no campo simbólico entre máquina e humanidade.
Ao colocar dois polos da inteligência artificial frente a frente, a Marvel se conecta com debates cada vez mais presentes no mundo real. Enquanto Ultron simboliza o medo de tecnologias fora de controle, o Visão surge como a possibilidade de empatia em sistemas artificiais. Essa dualidade transforma VisionQuest em uma das produções mais atuais e potencialmente ousadas do estúdio.
Se cumprir o que promete, a série não só expande o universo da Marvel, como também redefine o que o público pode esperar do MCU no streaming, provando que ainda há espaço para inovação dentro de uma franquia conhecida por suas fórmulas.
A próxima série da Marvel, Demolidor: Renascido, estreia na próxima terça-feira (24) no Disney+. Assista abaixo ao trailer:
Victor Cierro
Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.
Ver mais conteúdos de Victor CierroTangerina é um lugar aberto para troca de ideias. Por isso, pra gente é super importante que os comentários sejam respeitosos. Comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, com palavrões, que incitam a violência, discurso de ódio ou contenham links vão ser deletados.
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