Foto: Reprodução/Cineverse corp
Clássico de terror natalino foi lançado pela primeira vez em 1984
A nova versão de Natal Sangrento chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (11) e já estreou com uma aprovação da crítica muito maior que o filme original, lançado em 1984. Clássica do gênero slasher, a obra é um presente para quem prefere terror às comédias românticas típicas da época natalina.
O remake abraçou a missão de dar novos ares para a trama sem perder a essência do filme produzido por Charles E. Sellier Jr. (1943-2011) na década de 1980. Desta vez, Natal Sangrento foi dirigido e roteirizado por Mike P. Nelson.
O filme conta a história de Billy Chapman (Rohan Campbell), que busca vingança em toda véspera de Natal após ver seus pais sendo assassinados na data festiva quando ele tinha apenas oito anos, por um homem vestido de Papai Noel —ele também usa a fantasia ao cometer novos assassinatos a cada ano.
A produção de 1984 recebeu as seguintes notas: 53% de aprovação no Rotten Tomatoes; 40% Popcornmeter; e nota 5,8 IMDb. O filme deste ano superou esses números por muito: 81% no Rotten Tomatoes; 79% Popcornmeter; e 6,5 IMDb.
O filme original cumpriu o que prometeu ao entregar: um banho de sangue decorrente de diversos assassinatos aleatórios, executados das mais diferentes formas, mas com Billy sendo um personagem completamente frio, o que não cativou a crítica especializada, apesar de a obra ter se tornado um sucesso entre o público.
Na nova versão, o assassino ganha um dilema emocional ao se apaixonar por Pam (Ruby Modine), que tenta ajudá-lo a lidar com o sofrimento causado pelo trauma toda vez que o Natal se aproxima. O romance faz com que Billy mostre seu lado mais sensível.
O terror também é mais afiado, com Billy sendo um assassino que mata uma pessoa por dia ao longo do mês de dezembro, mas sem vítimas aleatórias: seus alvos são “pessoas ruins”, o que o transforma em uma espécie de “vigilante” vestido de Papai Noel em vez de Batman.
Os novos elementos fazem com que o protagonista seja acolhido, mesmo sendo um assassino extremamente violento. A narrativa abraça a realidade das frustrações atuais, trazendo o filme para o contemporâneo e, desta vez, conquistando a crítica especializada além do público.
Paola Zanon
Jornalista formada pela Cásper Líbero, repórter e redatora com passagens pelo Notícias da TV, R7, UOL Esporte, Lakers Brasil e UmDois Esportes. Apaixonada por cobertura esportiva e cultura pop em geral. E-mail: paola@tangerina.news
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