FILMES E SÉRIES

Chris Pratt em cena de Justiça Artificial

(Foto: Divulgação/Sony Pictures)

Justiça Artificial

Novo sci-fi de Chris Pratt estreia nos cinemas como fracasso de crítica

O fato de grande parte de Justiça Artificial manter o protagonista preso a um único ambiente reforça a sensação de desperdício de potencial

Victor Cierro
Victor Cierro

Justiça Artificial chegou aos cinemas nesta quinta-feira (22) cercado de expectativa, mas rapidamente se transformou em um fracasso entre a crítica neste início de 2026. O novo filme de ficção científica estrelado por Chris Pratt foi amplamente rejeitado pela imprensa especializada, acumulando avaliações negativas e se tornando alvo de duras críticas internacionais logo após sua estreia.

No Rotten Tomatoes, o filme registra apenas 25% de aprovação, índice que reforça o consenso entre os jornalistas de que o projeto não conseguiu cumprir o que prometia. A rejeição chama atenção não apenas pelo número baixo, mas pela uniformidade das críticas, que miram diretamente o roteiro, a abordagem temática e a execução da ideia central.

Dirigido por Timur Bekmambetov (de O Procurado, Ben-Hur e Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros), Justiça Artificial acompanha um detetive acusado de assassinar a própria esposa que tem apenas 90 minutos para convencer uma juíza controlada por inteligência artificial de sua inocência. A premissa, que flerta com debates atuais sobre IA, justiça e vigilância, acabou considerada rasa e mal desenvolvida pela maioria das análises.

Rebecca Ferguson em cena de Justiça Artificial

Rebecca Ferguson em cena de Justiça Artificial

(Foto: Divulgação/Sony Pictures)

Por que Justiça Artificial não conquistou a crítica?

Um dos principais alvos das críticas é o roteiro, descrito como confuso, engessado e incapaz de explorar o potencial dramático da história. O filme se apoia excessivamente em personagens assistindo a telas e revendo gravações, o que compromete o ritmo e impede que a trama se torne realmente envolvente ou tensa.

O tratamento dos temas ligados à inteligência artificial também provocou reação negativa. Em vez de levantar questionamentos mais complexos, o longa acaba soando condescendente com a vigilância extrema, decisões automatizadas e a militarização das forças de segurança, afastando ainda mais parte da crítica especializada.

Nem mesmo o elenco consegue escapar das limitações do projeto. Embora Chris Pratt e Rebecca Ferguson recebam elogios pontuais pelas atuações, a dinâmica entre os personagens é fria e pouco explorada. O fato de grande parte de Justiça Artificial manter o astro de Guardiões da Galáxia preso a um único ambiente reforça a sensação de desperdício de potencial.

Nem tudo está perdido

Algumas análises reconhecem que Justiça Artificial pode funcionar apenas como um passatempo despretensioso para quem busca ação rápida e reviravoltas exageradas –ou seja, enquanto a crítica se preocupa em analisar se a trama passou uma mensagem coerente e aprofundada, o público pode gostar por ser um entretenimento diferente que prende a atenção. É aquele tipo de filme que daqui a alguns anos a Globo vai passar no domingo à tarde antes do futebol, sabe?

Ainda assim, o consenso aponta que o longa falha como suspense sci-fi e se distancia de referências consagradas do gênero. De acordo com a revista Variety, a produção teve um orçamento de US$ 60 milhões (R$ 317,5 milhões) e espera arrecadar US$ 12 milhões (R$ 63,5 milhões) somente nos cinemas norte-americanos em seu fim de semana de estreia.

Com a recepção negativa consolidada e a nota de 25% no Rotten Tomatoes, Justiça Artificial se junta à lista de projetos recentes que colocam em xeque a aposta de Chris Pratt em ficção científica fora das grandes franquias. No IMDb, a nota atual é de 5,9/10.

Assista abaixo ao trailer de Justiça Artificial:

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Victor Cierro

Victor Cierro

Repórter da Tangerina, Victor Cierro é viciado em quadrinhos e cultura pop e decidiu que seria jornalista aos 9 anos. É cria da casa: antes da Tangerina, estagiou no Notícias da TV, escrevendo sobre filmes e séries.

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